Cruzeiro supera Olimpia em jogo duro e vai à final da Libertadores
QUITO, EQUADOR – Os acréscimos pareciam intermináveis.
No banco de reservas, a zagueira Vitória Calhau, substituída por Jonas Urias na reta final da partida, acompanhava os últimos minutos de pé, sem conseguir esconder a tensão de quem estava tão perto de fazer história.
Dentro de campo, as jogadoras do Cruzeiro tentavam administrar a vantagem mínima diante de um Olimpia que insistia até o último instante.
O futebol apresentado estava longe de encantar, mas, naquela altura, pouco importava.
O que estava em jogo era a classificação inédita à final da Libertadores Feminina, conquistada com uma vitória por 1 a 0, nesta quarta-feira (28), em Quito, no Equador.
Quando o apito final finalmente veio, a tensão deu lugar à emoção das Cabulosas, que celebraram a classificação histórica logo em sua primeira participação na competição continental.
A comemoração tinha o peso de uma partida desgastante, marcada por disputas físicas, faltas duras e poucas oportunidades de gol, mas também a dimensão de um feito que coloca o Cruzeiro entre as duas melhores equipes da América do Sul.
Cruzeiro e Olímpia fazem jogo travado e Marília decide Desde os primeiros minutos, as equipes encontraram dificuldades para construir jogadas, com o confronto concentrado nas disputas pelo meio-campo e constantemente interrompido por faltas.
A intensidade das divididas também exigiu intervenções da arbitragem, que distribuiu cartões amarelos ao longo da partida, enquanto o Cruzeiro tentava encontrar espaços diante da marcação paraguaia.
A melhor oportunidade da primeira etapa saiu dos pés, ou melhor, da cabeça de Byanca Brasil, que aproveitou cruzamento de Gaby Rodríguez e finalizou para fora, aos 21 minutos.
A chance, porém, foi uma exceção em um primeiro tempo de pouca criatividade, no qual as duas equipes tiveram dificuldades para transformar a disputa pela posse de bola em situações claras de gol.
Continua após a publicidade O cenário mudou logo no início da segunda etapa.
Aos quatro minutos, Byanca Brasil cobrou falta no travessão, e Marília, atenta ao rebote, apareceu para completar e colocar o Cruzeiro em vantagem.
Marília comemora gol com o sinal de flecha. (Staff Images Woman / CONMEBOL) Staff Images Woman / CONMEBOL/Divulgação Continua após a publicidade A expulsão de Villalba, aos 27 minutos, após receber o segundo cartão amarelo por interromper um contra-ataque de Gisseli, deixou o Olimpia com uma jogadora a menos, mas nem mesmo a vantagem numérica foi suficiente para afastar o nervosismo das Cabulosas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.