Vorcaro era sócio de rede de prostituição e recrutou refugiadas, diz site
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, teria estruturado e financiado uma rede de prostituição de alcance internacional, que incluía o recrutamento de mulheres estrangeiras, inclusive refugiadas.
A informação foi publicada pelo portal UOL nesta terça-feira (13).
Mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) mostram que, entre 2023 e 2025, o ex-banqueiro discutia quais mulheres seriam selecionadas, quais permaneceriam no grupo, negociava valores e manifestava a intenção de criar uma agência de modelos para centralizar as contratações.
A PF abriu inquérito para investigar a participação de mulheres estrangeiras na rede e possíveis irregularidades na contratação dos serviços.
As mensagens citam modelos russas, ucranianas, venezuelanas, argentinas e polonesas.
Leia Mais Prerrogativas aciona PF e vê articulação de Vorcaro e Flávio contra Lula PF prepara rodada de depoimentos de Vorcaro para concluir investigação PF: Vorcaro viabilizou viagem de diretor do BC à Disney Entre os principais investigados no inquérito estão Leonardo Serrano, proprietário de uma empresa de eventos, e Diogo Batista, promotor de eventos em São Paulo.
Nas mensagens, Vorcaro e Diogo se referiam às mulheres como “escravas” e “kengas” e distribuíam as modelos de acordo com o tipo de evento que o grupo realizava.
Segundo o Uol, são mencionadas viagens a São Paulo, Londres, Paris, Roma e Dubai.
Diogo descreveu uma das mulheres como “escravinha doutrinada” e afirmou: “Vou já escravizar ela pra hoje e fazer trabalhar pra gente aí”.
Em outra conversa, mencionou a possibilidade de levar duas mulheres do Rio de Janeiro.
As mulheres mais jovens recebiam o apelido de “creche”.
Em 2024, Vorcaro escreveu a Diogo que o grupo havia “consumido sua semana” e fez uma referência sexual ao número de mulheres envolvidas.
“Nossa creche me consumiu semana toda kkk.
Queria ter duas pirocas”, disse Vorcaro a Diogo naquele ano.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.