Peter Pan: os conflitos emocionais podem estancar o crescimento?
Peter Pan, o menino que se negou a crescer, é um personagem que permanece em nosso imaginário desde a infância.
Bem observado, pode ser um exemplo estimulante da rebeldia infantil.
James Barrie, o escocês que o criou tinha de dar vazão a um conflito que guardava em seu interior desde tenra idade.
Quando tinha seis anos, recebeu o impacto da trágica morte de seu irmão maior em um acidente patinando sobre o gelo.
Um trauma de que nuca se recuperou e foi agigantado à media que James não crescia.
Passou a vida medindo um metro e meio.
A mãe bruxa.
Foi diagnosticado de “nanismo psicossocial”, uma síndrome emocional por causa das condições adversas em que foi criado.
Sua sinistra mãe o chamava - sempre - de David, o nome de seu irmão, como se ele não tivesse morrido e James não existisse.
O golpe da mãe bruxa estava aplicado e o criador de Peter Pan deixou de crescer.
Encontrou no pó das estrelas a substância mágica para elevar-se às alturas e chegar ao País do Nunca Mais.
Dessa maneira, a fantasia veio em sua ajuda para superar o conflito criado.
Existe “nanismo psíquico”? Nathan Talbot, um pediatra norte-americano propôs à medicina que a falta de desenvolvimento da altura poderia ser ocasionada por um trauma.
Esse é um possível quadro clínico pouquíssimo estudado.
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