Polícia apreende R$ 1,5 milhão em ouro e joias em operação contra receptação em SP; dois alvos estão foragidos
A Polícia Civil de SP faz uma operação contra uma quadrilha que comprava joias de ouro roubadas A Polícia Civil apreendeu mais de R$ 1,5 milhão em ouro e joias durante a segunda fase da Operação Ouro Reverso, realizada nesta segunda-feira (24) contra uma rede suspeita de receber, processar e revender alianças e outros objetos de ouro roubados em São Paulo.
Além das joias e do ouro, foram apreendidos R$ 6 mil em dinheiro e uma pistola Glock calibre .380, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (25) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
A operação cumpriu 28 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão na capital paulista e em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Dos quatro alvos das ordens de prisão, dois já estavam no sistema penitenciário e foram indiciados também nessa investigação.
Os outros dois não foram encontrados e são considerados foragidos, segundo a SSP.
A secretaria não informou, no balanço divulgado, os nomes dos quatro alvos.
A ação é coordenada pela 3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas, da Divisão de Investigações Gerais (DIG) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Com alta no preço do ouro, bandidos voltam a visar joias em roubos Reprodução/TV Globo Ouro era derretido Segundo a investigação, a rede atuava em diferentes etapas da comercialização de ouro proveniente de crimes.
As joias roubadas — principalmente alianças — eram repassadas a intermediários e posteriormente chegavam a comerciantes e empresas suspeitas de comprar o material, derreter as peças e recolocar o ouro no mercado, dificultando a identificação de sua origem.
Entre os locais vistoriados está uma região do Centro de São Paulo chamada pelos investigadores de “círculo de fogo”, onde foram identificadas empresas suspeitas de comprar joias roubadas e realizar o processamento e a fundição do metal.
Documentos judiciais obtidos pelo g1 mostram que a investigação identificou uma estrutura em que intermediários adquiriam joias provenientes de crimes patrimoniais e as distribuíam a comerciantes.
Segundo a acusação da primeira fase da Ouro Reverso, alguns desses estabelecimentos ficavam responsáveis pela recepção, transformação e reinserção do ouro no mercado.
Os autos mencionam peças provenientes de furtos, roubos e, em alguns casos, até latrocínios.
Após a fundição, o ouro podia ser comercializado novamente em outro formato, apagando características que permitiriam relacioná-lo à joia originalmente roubada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.