Governo reforça que vai cumprir metas, mas vê desafio com alta do petróleo
A equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (24) que vai congelar R$ 16,1 bilhões do Orçamento de 2026 para assegurar o cumprimento dos compromissos fiscais do governo.
“As metas do exercício estão asseguradas.
Estamos bem convictos desse processo, sem hesitar em fazer as medidas necessárias para o cumprimento”, disse o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.
Leia Mais Subvenção descontinuada do diesel custou R$ 2,7 bilhões em dois meses Ministério da Fazenda deve prorrogar subvenção de R$ 0,44 da gasolina Subvenção de R$ 0,44 da gasolina até agosto custará R$ 1,2 bi, diz Fazenda Ao mesmo tempo que identificou a necessidade de revisão do congelamento de recursos, o governo federal também informou que avalia prorrogar a subvenção de R$ 1,12 aplicada sobre o litro do diesel , cuja medida provisória perde a validade em 26 de setembro.
A eventual ampliação do benefício também traz custos para os cofres públicos.
De acordo com Rogério Ceron, a prorrogação da subvenção depende do aval do presidente Lula.
A equipe econômica avalia publicar uma nova portaria para adicionar a subvenção de R$ 1,12 ao subsídio de R$ 1 concedido ao diesel neste mês.
“Temos grandes desafios.
O preço do barril de petróleo voltou a se elevar e se intensificar e isso traz desafios.
Não é fácil para o governo, para as empresas e nem para a sociedade.
Todo mundo é impactado.
Temos dado conta de dar esse suporte”, declarou Ceron.
Os ministérios da Fazenda e do Planejamento estimam que todas medidas já anunciadas pelo governo federal para frear a alta dos combustíveis vão custar cerca de R$ 40 bilhões aos cofres públicos em 2026 .
A projeção não considera uma eventual prorrogação da subvenção de R$ 1,12.
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