Polymarket surfa na disputa presidencial com status de pesquisa eleitoral, mesmo proibida no Brasil
Proibida de operar no Brasil desde abril deste ano, em decorrência de uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que barrou a criação de derivativos baseados em eventos reais de natureza não econômica (ou seja, apostar em resultados de eleições, reality shows, eventos climáticos ou acontecimentos envolvendo celebridades), a Polymarket ganhou status de coadjuvante de peso na disputa presidencial do país.
Ao longo das últimas semanas, a empresa do mercado preditivo , com sede nos Estados Unidos, divulgou fartamente apostas envolvendo o resultado da eleição presidencial brasileira.
LEIA MAIS: Alertas de apostas na Copa do Mundo de 2026 expõem ponto cego no mercado de previsões LEIA MAIS: Mercado de previsão: Entenda a aposta que não é aposta, e como o novo modelo cresce no esporte Permitir que as pessoas apostem nesse tipo de evento, que é proibido pela regulamentação atualmente em vigor do mercado de apostas brasileiro, já seria um problema grave.
Ocorre que esse tipo de aposta promovido pela Polymarket tem ido a além e servido para alimentar a própria narrativa eleitoral construída por apoiadores de determinadas candidaturas.
A plataforma preditiva utiliza os tradicionais gráficos em linha para apresentar a evolução nas cotações do evento objeto da aposta.
Eles acabam ganhando aparência muito similar ao modo como são apresentadas pela mídia as pesquisas eleitorais, que utilizam metodologia científica rígida e servem, elas sim, para medir a opinião do eleitorado, no período que antecede o pleito.
Desde que a Polymarket passou a promover as apostas sobre quem ganhará a eleição presidencial no Brasil, redes sociais como X e Threads passaram a ser inundadas por posts que apresentam os gráficos de apostas da empresa como se fossem uma tendência real de voto do eleitorado.
Usuário do Threads compartilhou post equiparando cotação da Polymarket a uma tendência real de voto – Reprodução / Threads Perfil derrubado no Instagram Desde esta quarta-feira (23), o perfil da Polymarket em português está indisponível no Instagram.
A derrubada da conta atendeu a um pedido do Ministério da Fazenda, que havia sido acionado pela Advocacia-Geral da União (AGU), a qual havia recebido denúncia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acerca dos abusos cometidos pela plataforma.
O argumento utilizado pela pasta para pedir a derrubada do perfil consiste no fato de que ela vinha oferecendo uma modalidade proibida de apostas, além de não possuir autorização legal para operar no país.
Ao UOL, a Polymarket alegou “que respeita as autoridades e cumpre as determinações em cada jurisdição, além de dizer que permanece aberta ao diálogo com os reguladores brasileiros”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maquinadoesporte.com.br — o conteúdo pertence a Máquina do Esporte.