O que a inteligência artificial sabe sobre você?
Você pergunta ao ChatGPT quem são os principais profissionais de determinada área.
Em segundos, ele apresenta alguns nomes, informa onde trabalham, associa cada um a determinados assuntos e, dependendo da pergunta, explica por que aquelas pessoas aparecem como referência.
A tendência é receber a resposta como se a inteligência artificial tivesse feito uma grande pesquisa sobre quem realmente entende daquele tema.
Em 2024, pesquisadores apresentaram na conferência KDD o estudo “GEO: Generative Engine Optimization”, criando uma nomenclatura para estratégias voltadas a melhorar a visibilidade de conteúdos nas respostas dos mecanismos generativos.
Nos testes realizados, intervenções determinadas chegaram a aumentar essa presença em até 40%, com resultados diferentes conforme o assunto pesquisado.
O movimento lembra o que aconteceu com o SEO, quando empresas perceberam que não bastava ter um site na internet e passaram a disputar as primeiras posições nos mecanismos de busca.
Só que agora existe uma diferença importante: quando fazemos uma pergunta ao Google tradicional, recebemos uma lista de possibilidades para consultar, e quando perguntamos a uma inteligência artificial, muitas vezes recebemos uma resposta pronta.
Se uma empresa diz em seu próprio site que é referência em inovação, temos uma afirmação institucional.
Se seu presidente concede entrevistas sobre inovação, artigos associam sua atuação ao tema, veículos de imprensa utilizam seus executivos como fontes, congressos os convidam para discutir o assunto e outras instituições passam a reproduzir essa associação, começa a existir uma construção pública capaz de sustentar aquilo que antes era apenas uma intenção de posicionamento.
O mesmo acontece com profissionais.
Colocar “especialista em tecnologia” na biografia de uma rede social é fácil.
Construir uma trajetória pública na qual seu nome apareça relacionado ao assunto em entrevistas, artigos, pesquisas, eventos, aulas e outras fontes exige tempo, coerência e reconhecimento externo.
É essa diferença que sempre separou posicionamento de autopromoção e que agora passa a produzir efeito também sobre a forma como as máquinas encontram e organizam informações.
Por isso, a ideia de que devemos repetir palavras-chave para “treinar o ChatGPT” é importante, mas limitada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em olhardigital.com.br — o conteúdo pertence a Olhar Digital.