Chefe de facção criminosa presa na Bolívia fez harmonização facial após fuga de presídio em MT
Angélica Saraiva de Sá, conhecida como "Angeliquinha", antes das cirurgias plásticas (à esq.) e durante o momento da prisão na Bolívia (ao centro e à dir.) Reprodução Angélica Saraiva de Sá, conhecida como "Angeliquinha", passou por uma série de cirurgias plásticas e procedimentos estéticos durante o período de mais de um ano em que permaneceu foragida em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, segundo a Polícia Civil.
Ela foi presa nessa terça-feira (22) em um polo de cirurgias plásticas de baixo custo e estava com ataduras no rosto no momento da captura.
Entre os procedimentos realizados durante o período em que esteve foragida estão implante de silicone nos seios, drenagem, preenchimento labial e alongamento do queixo, além de outros relacionados à harmonização facial. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A suspeita da Polícia Civil é de que as mudanças na aparência tenham sido feitas como uma tentativa de despistar as autoridades e dificultar a identificação de Angeliquinha.
Angélica é apontada como uma das chefes do Comando Vermelho nos municípios de Alta Floresta e Nova Bandeirantes, na região norte de Mato Grosso.
Ela estava na lista do Ministério da Justiça e Segurança Pública e era considerada uma das pessoas mais procuradas do país.
Considerada de alta periculosidade pelas autoridades, Angeliquinha acumula mais de 260 anos em condenações.
A prisão ocorreu durante uma ação conjunta entre as polícias Civil de Mato Grosso e da Bolívia.
O g1 tenta localizar a defesa de Angélica.
Assassinatos, tráfico e organização criminosa Em março de 2025, Angélica foi condenada a 99 anos e 11 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato de quatro trabalhadores em Nova Monte Verde, em 2022.
Segundo as autoridades, ela acumula mais de 260 anos em condenações e tinha seis mandados de prisão em aberto.
Angeliquinha estava foragida desde agosto de 2025.
Conforme as investigações, Angélica exercia influência sobre atividades criminosas principalmente em Alta Floresta e região, incluindo tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilegais em áreas de garimpo.
Entre os crimes pelos quais já foi condenada estão homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa.
O nome de Angeliquinha também apareceu em uma investigação que levou à Operação Showdown, realizada pela Polícia Civil em março deste ano.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.