Advogado desafia Richarlison: 'Apresente um documento e ilha é sua'
" O advogado Willer Tomaz desafia Richarlison a apresentar, em 72 horas, um único documento anterior a julho de 2022 que o vincule ao imóvel de Angra dos Reis: escritura pública, contrato de compra e venda registrado ou inscrição em seu nome na SPU, junto com o comprovante dos R$ 10 milhões que diz ter pago a quem tinha direitos sobre o bem. Se forem válidos, Willer Tomaz transfere a ele os direitos sobre o imóvel sem cobrar um centavo ", diz um trecho da nota.
Na sequência, Tomaz alega que Richarlison perdeu em todas as instâncias e que o inquérito policial foi arquivado:
" Richarlison nunca foi parte em processo algum. A empresa ligada a ele e ao sócio Renato Velasco, a Sport 70, perdeu em todas as instâncias, inclusive no STJ, renunciou em juízo em 2025 e declarou nos próprios autos ter pago R$ 2,6 milhões a terceiros invasores, sem título, não à titular registrada do imóvel. O negócio já foi objeto de inquérito policial, arquivado por falta de qualquer indício de crime ".
Por fim, o advogado diz que o atacante é réu na Justiça por conta de suas declarações em relação ao imóvel:
" Richarlison já é réu, em Brasília, pelas mentiras que repete desde julho, mesmo depois de notificado. E faz isso em plena campanha eleitoral, usando o nome de Flávio Bolsonaro que nunca foi parte em nada e só apareceu no processo como testemunha arrolada por Alencar, ex-deputado de esquerda e sócio do próprio Richarlison. A proposta está de pé. O prazo começa agora ".
O UOL procurou a assessoria de imprensa de Richarlison, mas até o fechamento desta reportagem, ela não respondeu sobre o desafio de Willer Tomaz. Caso o lado do jogador se manifeste, a matéria será atualizada.
Richarlison alega ter investido R$ 10 milhões para a aquisição da mansão, entre 2020 e 2021, durante a pandemia da covid-19, numa sociedade com Alencar da Silveira Júnior, que presidia o América-MG à época, e Renato Velasco, que já foi seu empresário.
O atacante contou ter recebido, na época, ofertas pela ilha, sendo uma delas de Flávio Bolsonaro, mas não aceitou vendê-la. No vídeo postado hoje em seu Instagram, ele alega que teria perdido o imóvel em uma manobra judicial feita pelo político e o advogado.
"Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis vender, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada, e eles falaram que demorava meses ou até anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada", afirmou Richarlison, em vídeo.
Hoje, o imóvel está sob posse da WT Administração de Imóveis, do advogado Willer Tomaz. Do lado do atacante, as partes no processo eram a Sport 70 Intermediação de Negócios, de Renato Velasco, ex-empresário do jogador, e a RR7011 Brasil Participações e Empreendimentos, empresa de Richarlison e do pai, Antonio Andrade.
A ação tramitou por cerca de três anos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e chegou ao STJ.
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