Discord é alvo de ações em cinco estados dos EUA, que cobram proteção de crianças e adolescentes
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Em meio à determinação judicial no Brasil que obrigou o Discord a desabilitar transmissões ao vivo , nos Estados Unidos a empresa enfrenta uma ofensiva judicial ligada à segurança de crianças e adolescentes.
Ao menos cinco estados americanos —Nova Jersey, Nevada, Indiana, Texas e Arkansas— levaram a empresa à Justiça desde 2025. As acusações incluem falhas na verificação de idade, controles parentais insuficientes, possibilidade de contato entre adultos e crianças e afirmações enganosas sobre a segurança da plataforma.
A Folha procurou por email o Discord na última sexta-feira (21) e novamente na segunda (24), mas a empresa não respondeu até a publicação deste texto.
Em declarações à imprensa americana sobre as ações estaduais, a companhia rejeitou as acusações e disse que elas não refletem a plataforma nem os investimentos feitos em segurança.
Afirmou também combinar tecnologia, investigações próprias e denúncias de usuários para identificar contas ligadas a atividades nocivas, como exploração e material de abuso sexual infantil, e disse exigir idade mínima de 13 anos e oferecer a adolescentes e responsáveis ferramentas de privacidade.
No Texas, o estado já conseguiu impor mudanças ao Discord enquanto o processo segue. O procurador-geral Ken Paxton acionou a empresa em maio, acusando-a de enganar pais sobre a segurança do serviço e de não proteger crianças de abusadores adequadamente.
Em julho, o Texas obteve uma liminar acordada entre as partes que obriga o Discord a ampliar as proteções a usuários no estado.
A medida dá à empresa 90 dias para implementar mecanismos de garantia de idade e proteções padrão semelhantes às já oferecidas no Reino Unido. É uma decisão temporária, sem representar julgamento definitivo sobre as acusações.
Acordo não conta com participação da ANPD, que segue com fiscalização própria contra a empresa. Negociação ocorre em meio a recurso contra suspensão de lives determinada pela agência
Decisão manda excluir informações obtidas de forma irregular no aplicativo e propõe limitar feed sem cadastro
Nova Jersey abriu seu processo em abril de 2025, após investigação de anos, acusando a empresa de práticas comerciais enganosas e de induzir pais a acreditar que os controles de segurança eram mais eficazes do que na prática.
Em vídeo divulgado no início do processo, a procuradoria alegou que a plataforma afirmou falsamente que o recurso "Mensagens Diretas Seguras" impedia que conteúdo explícito chegasse a crianças, "apesar de saber que nem todo conteúdo explícito estava sendo bloqueado ou detectado", já que "predadores ainda podiam encaminhar conteúdos explícitos para crianças".
Procurado, o gabinete do procurador-geral de New Jersey informou que o processo está em andamento e que não poderia comentar o caso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.