Urnas eletrônicas vão informar em quais candidatos ainda é precisa votar
As urnas eletrônicas vão passar a informar em quais candidatos o eleitor ainda precisa votar para evitar confusão no dia da eleição.
Neste ano, é obrigatório votar seis vezes na seguinte ordem: deputado federal, deputado estadual, senador (primeira vaga), senador (segunda vaga), governador e presidente.
Novidade nesta eleição, a chamada barra de progresso será exibida no alto da tela. A cada voto confirmado, a barra indicará qual será o próximo cargo para que o eleitor se oriente sobre a ordem e evite anular votos contra a sua vontade.
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A novidade visa reduzir o percentual de votos desperdiçados. Em 2018, por exemplo, 26% dos votos dados para o cargo de senador foram perdidos por falhas na hora de digitar os números dos candidatos. A análise é que isso ocorreu porque uma parte grande do eleitorado digitou o mesmo número para as duas vagas, o que leva à nulidade da segunda tentativa.
"Ideia é ajudar o eleitor a não se confundir diante de todos os votos", explicou Regina Rufino, que é secretária de Planejamento Estratégico e de Eleições do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo).
O passo a passo dos votos será também acompanhado pelos mesários, que poderão com a barra de progresso identificar eventuais dificuldades do eleitor e orientar a distância.
Para facilitar, as "colinhas" em papel seguem liberadas, mas o celular está vetado dentro da cabine.
Em evento realizado na sede do TRE-SP, no centro de São Paulo, o corregedor do órgão, Roberto Maia Filho, destacou a fiscalização intensificada neste ano contra crimes e irregularidades eleitorais cometidos pelas campanhas, como a colocação de faixas de candidatos em pontes e viadutos, prática vetada pela legislação. Desde o dia 3 de setembro, foram apreendidas 35 faixas do tipo e identificados sete candidatos reincidentes.
Sobre a propaganda, Maia Filho ainda ressaltou a preocupação do tribunal com o chamado "derramamento de santinhos" na véspera do dia da votação. O desembargador relatou casos de acidentes e até mortes envolvendo pessoas que escorregaram no material espalhado, um crime eleitoral que prevê multa.
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