Amor à primeira vista? Entenda o segredo da atração e por que nosso cérebro decide se ‘gosta’ de alguém em apenas 3 segundos
A atração instantânea por alguém pode surgir em questão de segundos, antes mesmo que se conheça a personalidade ou gostos.
Um estudo publicado no British Journal of Psychology, em 2025, analisou rosto, movimento corporal, voz e odor, confirmando a participação dessas modalidades na percepção de atratividade.
Essa sensação, popularmente chamada de “química”, não é mágica.
Ela resulta de uma complexa avaliação cerebral de diversas informações captadas rapidamente.
Não há um mecanismo isolado que explique o processo.
Aparência, cheiro, voz, movimentos corporais, experiências prévias e preferências individuais são fatores que contribuem para essa primeira avaliação.
As avaliações do estudo também foram influenciadas por preferências pessoais e compartilhadas.
Leia Mais Por que cheiro do pai é uma das últimas lembranças que cérebro apaga? O que acontece no cérebro na relação tutor-cachorro? Ciência estuda Orgulho LGBTQIA+: para 86%, comunicação reduz ansiedade no relacionamento Mais que o rosto: a complexidade da primeira impressão Essa combinação de fatores explica por que é difícil apontar uma única característica como responsável pela atração.
A primeira impressão é construída por informações sensoriais que chegam por diferentes canais e são processadas em conjunto pelo cérebro.
Embora o rosto seja frequentemente associado à atração, focar apenas na aparência ignora elementos cruciais.
A voz, a forma de se movimentar e até o cheiro fornecem dados importantes sobre a pessoa.
Na pesquisa do British Journal of Psychology, 71 voluntários avaliaram estímulos de 61 indivíduos, incluindo rosto, movimento, voz e odor.
Os resultados apontaram que as preferências individuais tiveram peso significativo nas avaliações, mostrando a subjetividade da atração.
O caráter pessoal da atração impede a existência de uma “fórmula universal”.
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