Depois de atingir maior nível em cinco meses, preço do petróleo fecha em queda
A cotação do petróleo do tipo Brent, referência global e brasileira de preço, alcançou US$ 111 por barril, o maior nível em cinco meses, na manhã desta terça-feira (20), após uma redução significativa da oferta do Golfo Pérsico na última semana, com mais ataques iranianos a navios no Estreito de Ormuz, além de ataques do grupo Houthis do Iêmen, alinhado ao Irã, contra alvos na Arábia Saudita.
No entanto, foi perdendo fôlego ao longo dos negócios, inverteu o sinal e encerrou em campo negativo.
Boatos de que o Catar e o Paquistão teriam apresentando uma nova proposta de acordo para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Irã trouxe certo otimismo ao mercado.
O Brent recuou 0,69%, a US$ 108,79, o barril.
O tipo WTI, referência americana, caiu 0,73%, a US$ 97,82, o barril, depois de ultrapassar os US$ 100 mais cedo.
Ormuz pode se tornar 'desnecessário' em cinco anos e ser substituído por novas rotas, diz CEO do HSBC Na análise do Commerzbank, a estratégia do Irã de pressionar os preços por meio de ataques a navios-tanque, às vésperas das eleições nos Estados Unidos de meio de mandato, parece surtir efeito.
"Somam-se a isso os ataques realizados por rebeldes houthis contra alvos na Arábia Saudita, incluindo instalações do setor energético", afirma o banco.
Conforme a instituição, as medidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reduzir os preços do petróleo, reduzindo sanções a embarcações e a exportações russas, não surtiram efeito.
A oferta russa de diesel segue limitada pelos ataques a refinarias pela Ucrânia, que aumentaram o diferencial de preços entre o petróleo e o combustível e a cotação do diesel. (Com Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor)
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