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Integrantes do PCC teriam direcionado licitação de transporte público em Itanhaém, diz investigação

G1 ·
Integrantes do PCC teriam direcionado licitação de transporte público em Itanhaém, diz investigação

Prefeitura de Itanhaém Divulgação Prefeitura de Itanhaém Divulgação A investigação que motivou a Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17) pela Polícia Civil, identificou um esquema para infiltrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo de Itanhaém, no litoral de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público (MP), o grupo investigado pretendia direcionar licitações para assegurar a vitória de empresas ligadas aos envolvidos, inclusive por meio de interferências no andamento dos processos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp.

Os valores obtidos com os contratos, de acordo com a investigação, seriam posteriormente divididos.

Parte seria destinada ao pagamento de vantagens indevidas e outra parcela iria para a organização criminosa.

Entre os elementos reunidos pelos investigadores estão mensagens trocadas por José Daniel Satilite e Claudionor Aparecido Sabino Tomaz.

Os dois são apontados pela investigação como laranjas e tratados nas conversas como sócios da Translider, empresa de Cubatão (SP).

Leia Também: Polícia mira ex-vereador Milton Leite em investigação contra PCC em SP PCC financiou campanha de candidato à Prefeitura de Praia Grande, aponta investigação Danilo Morgado foi preso em operação que investiga infiltração do PCC Segundo a Polícia Civil, ambos são investigados por suposta ligação com o PCC.

Em uma das conversas analisadas, há uma menção a Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, citado na investigação como uma das lideranças da facção.

Milton Leite é alvo de operação contra infiltração do PCC no sistema de transporte de SP José Daniel também teria afirmado que se reuniria com José Ronaldo Alves de Sales e Eduardo Medeiros.

Eles são investigados por suspeita de envolvimento em procedimentos licitatórios e de atuação na ligação entre integrantes da facção e políticos.

Empresas de transporte Ainda de acordo com a investigação, a Translider seria gerida pelo empresário Paulo Siqueira Korek Farias, apontado pela Polícia Civil como testa de ferro da facção.

Em uma das conversas analisadas, Korek teria tratado da venda de 63 ônibus da empresa por R$ 1,26 milhão, com previsão de pagamento de comissões a José Daniel e outros envolvidos.

Na ocasião, segundo a investigação, Korek indicou a conta bancária da A2 Transportes, outra empresa do setor, para o recebimento dos valores.

Para a Polícia Civil, os diálogos indicam uma divisão de tarefas entre os investigados, pagamento de comissões e uso de empresas de transporte na operacionalização de negócios que teriam ligação com o grupo criminoso.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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