O que é nova IA criada por jovem de 23 anos e que já vale bilhões nos EUA
Um assistente de IA chamado Instinct, criado por um fundador de 23 anos, virou febre no Vale do Silício e já é tratado por investidores como uma startup que vale bilhões de dólares - mesmo ainda funcionando só por convite. O encanto é simples de entender: ele promete fazer tarefas chatas do dia a dia por você; o medo também, porque para isso ele pede acesso a pedaços bem íntimos da sua vida digital.
*Ele foi criado por uma equipe pequena liderada por Noah Shinn, de 23 anos, ex-pesquisador da empresa de IA Sierra, e opera a partir de San Francisco.
*O produto ainda está em acesso privado (por convite), mas já viralizou entre gente de tecnologia e investidores, que passaram a disputar espaço nas rodadas de investimento.
*Os valores citados nas reportagens mostram uma escalada rápida: há relatos de captação de US$ 250 milhões a uma avaliação de US$ 2,5 bilhões; e também de conversas para levantar US$ 1 bilhão a uma avaliação de US$ 10 bilhões.
*A aposta por trás do Instinct é a onda dos chamados "agentes de IA": em vez de só responder perguntas, a IA tenta executar ações no mundo real (comprar, reservar, cancelar, negociar) como se fosse um "faz-tudo" digital.
*A ideia é conectar o Instinct a serviços e aparelhos que você já usa - como email, calendário, apps de mensagem e, segundo os textos, até recursos do celular como áudio, localização e tela.
*O Instinct também passou a oferecer recursos que ampliam o alcance do "assistente": um modo de fazer ligações (Instinct Concierge), emails próprios para ajudar em cadastros e a possibilidade de "assistentes conversarem com assistentes" dentro de uma rede de confiança.
*O ponto sensível é o preço do "conforto": os termos de serviço citados dão ao Instinct uma licença ampla e "perpétua e irrevogável" para acessar, armazenar, usar e até modificar materiais do usuário - inclusive para treinar seus modelos - além de coletar sinais do dispositivo, como capturas de tela, movimentos do cursor e entradas de teclado.
*Na prática, ele tenta virar o tipo de pessoa que resolve sua vida por mensagem: já foi usado para comprar whey protein no supermercado, reservar uma cabana para aniversário e marcar jantar.
*Também pode lidar com burocracias que muita gente evita: enviar documento para banco para pedir reembolso de multa, checar se um dentista atende pelo plano e marcar consulta.
*Ele consegue encarar atendimento humano: há relatos de o Instinct falar com representante de seguradora e até cancelar assinaturas recorrentes esquecidas.
*Com o recurso de ligações, a promessa é destravar tarefas que "morrem no telefone", como reservar restaurante que não aceita online, entrar em lista de encaixe do dentista ou tentar resolver pepinos com operadora de TV a cabo.
O Instinct é o retrato mais claro, até aqui, da virada que o Vale do Silício quer vender: sair da IA "que te dá instruções" para a IA "que pega e faz" . É como trocar um GPS que só fala o caminho por um motorista particular - só que, para dirigir por você, esse motorista precisa da chave da casa, do cartão e de acesso ao seu celular.
É aí que a discussão de segurança deixa de ser detalhe técnico e vira o centro do produto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.