Sargento suspeito de matar capitã da PM é denunciado por feminicídio após sequencia de agressões
Vídeo mostra momento em que sargento da PM carrega corpo de capitã até o carro O Ministério Público de MInas Gerais (MPMG) denunciou o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, por feminicídio qualificado, fraude processual, tráfico de drogas e lesão corporal por três vezes.
Ele é suspeito de ter matado a capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo dentro do apartamento do casal, no bairro Palmares, em Belo Horizonte, na manhã de 20 de junho.
O MP pediu que, após concluída a primeira fase do processo, o acusado seja pronunciado e submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, além de requerer a manutenção da prisão preventiva.
Caso seja condenado, o promotor solicitou ainda que seja fixada reparação mínima de R$ 50 mil pelos danos causados pela infração penal. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Segundo a denúncia apresentada ao Tribunal do Júri, Michele foi agredida pelo companheiro em 2, 13 e 16 de julho.
Os episódios teriam provocado lesões que levaram a vítima a receber atendimento médico.
Os ferimentos foram posteriormente documentados em exame de corpo de delito indireto.
Ciúmes teria sido a motivação Capitã da PMMG Michele Leão Azevedo e o marido dela, sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, principal suspeito do crime.
Redes sociais A acusação sustenta que, horas antes do assassinato, o casal recebeu amigos para uma confraternização no apartamento.
Durante o encontro, Eduardo teria demonstrado ciúmes e comportamento agressivo ao questionar insistentemente Michele sobre conversas que ela mantinha com convidados.
A situação, segundo o MP, chegou a exigir a intervenção de pessoas que participavam da reunião.
Para o Ministério Público, o assassinato foi cometido por razões relacionadas à condição de mulher da vítima e ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar.
A denúncia informa que Michele e Eduardo mantinham um relacionamento amoroso havia aproximadamente seis anos.
O promotor Igor Bandeira e Silva classifica a motivação como fútil, apontando o ciúme e o inconformismo do acusado com as conversas da companheira durante a confraternização.
A acusação também sustenta que o crime foi praticado com meio cruel, em razão das agressões e da asfixia, e que Michele teve dificultada a possibilidade de defesa, por ter sido surpreendida dentro da própria residência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Minas Gerais.