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Economia

Tensões voltam a crescer em Paris após pior onda de protestos em anos na França

InfoMoney ·
Tensões voltam a crescer em Paris após pior onda de protestos em anos na França

Novos confrontos eclodiram em Paris ⁠neste domingo, um dia depois de a França ter vivido um dos piores dias ⁠de agitação dos últimos anos, com protestos contra os preços altos que deixaram um manifestante morto, milhares de pessoas ‌presas e lojas saqueadas ou danificadas em todo o país.

Manifestações em todo o país se transformaram em tumultos no sábado, com uma prefeitura incendiada, lojas saqueadas e prédios cobertos de pichações, enquanto grupos violentos entraram em confronto com a polícia em cidades ‌por todo o país.

Leia também Da França a Portugal: o que está por trás dos protestos que tomam a Europa? Mobilizações em ao menos sete países não formam um movimento único, mas têm queixas em comum, como escolas sem recursos, aluguéis em alta e governos pressionados a cortar gastos Um manifestante morreu após sofrer uma parada cardíaca durante os protestos em Paris.

A polícia realizou mais de 2.000 prisões em toda a França , enquanto mais de 600 policiais ficaram feridos, informou o ministro do Interior.

“Aqui parece uma zona de guerra”, disse o empresário holandês Tije De Boer, que havia vindo a Paris com seus filhos para visitar um amigo e afirmou que os protestos o forçaram a evacuar seu hotel na Place de la République, um dos pontos mais conturbados no sábado.

A polícia voltou a lançar ⁠gás lacrimogêneo ‌contra os manifestantes na Place de la République e bicicletas foram incendiadas na tarde de domingo, um sinal de que as tensões ⁠ainda não haviam se acalmado totalmente na capital.

Mais de meio milhão de pessoas participaram de marchas em dezenas de cidades no sábado, marcando a convergência de um movimento estudantil que já dura um mês com um descontentamento social mais amplo contra o aumento do custo de vida e o declínio dos serviços públicos.

O presidente Emmanuel Macron fará um pronunciamento à nação às 20h, horário local, no domingo, informou seu gabinete.

Os distúrbios de sábado revelaram a profunda raiva contra Macron, que deixará ​o cargo em 2027 após uma década no poder cada vez mais marcada pelo descontentamento social, uma economia fraca e uma dívida galopante.

O governo atribuiu a violência a grupos de extrema esquerda e ultra-esquerda, bem como a criminosos que, segundo ​o governo, instigaram os saques.

O líder da extrema direita francesa, Jordan Bardella, afirmou que a França havia sido “humilhada” e pediu que Macron renunciasse.

“Estamos pagando por décadas de negligência, perda de autoridade e pelo desarmamento moral, psicológico e material de nossas forças de segurança interna”, disse ele durante visita a uma delegacia de polícia em Paris.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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