Greve deixa sem saída quem depende de atendimento presencial na Caixa
A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao sétimo dia nesta quarta-feira (16) e tem afetado também clientes que dependem do atendimento presencial por não terem acesso ao aplicativo ou por precisarem de procedimentos que exigem atendimento nas agências.
Em Campo Grande, a paralisação foi encontrada nas agências da Rua 13 de Maio e da Avenida Bandeirantes, onde clientes relataram dificuldades para resolver pendências financeiras.
A paralisação começou em 10 de setembro, após os empregados rejeitarem a proposta apresentada pela Caixa para a renovação do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho).
O acordo específico entre o banco e os trabalhadores ainda não foi fechado, enquanto a CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) dos bancários foi assinada no dia 9 de setembro.
Nesta quarta-feira (16), a Caixa retoma a mesa de negociação com as entidades que representam os empregados.
A greve segue sem prazo para terminar.
Para quem consegue utilizar os canais digitais, parte dos serviços bancários pode continuar sendo feita remotamente.
O problema é que nem todos os clientes têm essa possibilidade.
É o caso da aposentada Cristiane de Aguiar, 54 anos, que foi até uma agência da Caixa na Rua 13 de Maio para tentar pagar um boleto.
“Na realidade, já faz dois dias que estou tentando pagar um boleto e não consigo”, contou.
Segundo ela, ao procurar a agência, foi informada apenas de que os funcionários estavam em greve.
“Então fica a pergunta: nós, que somos consumidores e pagamos todas as nossas taxas mensalmente, e agora? Como é que a gente faz? A gente paga a conta ou não paga a conta? E quem vai arcar com as consequências?”, questionou.
Cristiane disse que não recebeu uma orientação sobre como poderia resolver o problema e que agora terá de procurar outra alternativa para fazer o pagamento.
“Na realidade, a gente tem que procurar uma outra conta, uma outra agência que possa solucionar os nossos problemas no sentido de pagamento, porque sacar também é impossível”, afirmou.
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