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Ação de Mariana: PG contrata um dos advogados mais caros do Reino Unido

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Ação de Mariana: PG contrata um dos advogados mais caros do Reino Unido

Duas semanas depois de o Comitê de Clientes anunciar a substituição do Pogust Goodhead (PG) pelo Bailey Glasser International (BGI) na condução da Ação de Mariana , o PG anunciou o reforço de sua equipe com a contratação de Richard East, sócio do escritório norte-americano Quinn Emanuel em Londres.

East é conhecido por atuar em litígios bancários, processos de insolvência e a favor de grandes corporações, sem histórico em causas ambientais ou ações coletivas.

Também é considerado um dos advogados mais caros do Reino Unido.

Leia também Manoela Alcântara Comitê de Clientes de Mariana troca defesa em causa bilionária contra a BHP Negócios Justiça inglesa mantém condenação da BHP por desastre de Mariana Brasil Vítimas de Mariana: Justiça britânica nega recurso da gigante BHP Mundo Mariana: BHP é responsável por desastre, diz Justiça britânica O anúncio chega num momento em que o PG não conta mais, em sua equipe, com nenhum dos advogados que atuaram no julgamento que reconheceu a responsabilidade da BHP pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2025 .

Alguns pediram demissão, outros foram desligados.

No total, mais de 20 advogados deixaram o escritório desde a saída de Thomas Goodhead, em 2025.

O caso mais emblemático é o do próprio Goodhead, hoje à frente da Ação de Mariana pelo BGI.

Quando ainda estava no PG, Goodhead alega ter sofrido pressão do fundo americano Gramercy, principal financiador da ação, para levar ao Comitê de Clientes uma proposta de acordo, que, segundo ele, resultaria em indenizações menores do que as vítimas já poderiam obter no Brasil.

“Ameaçaram parar de financiar o caso.

Foi como em um filme: disseram que iam ‘me zerar’, o que pode significar que eu ficaria sem o escritório, ou que tomariam meu dinheiro, caso eu não fizesse o que eles queriam”, acusa Goodhead.

Segundo seu relato, foi essa recusa, e não qualquer falha na condução do caso, que levou ao seu afastamento do PG, em agosto de 2025.

Advogados parceiros da causa no Brasil acreditam que a chegada de East é uma resposta do PG à decisão do Comitê de Clientes, que, em 29 de agosto, decidiu romper com o PG e contratar o BGI.

Entre os motivos alegados pelo Comitê está a falta de transparência do escritório na condução do caso, incluindo a contratação do escritório Quinn Emanuel para atuar na Ação de Mariana, meses atrás, sem consulta prévia ao Comitê.

Decisão que o próprio Comitê chegou a rejeitar formalmente, sem que o PG revertesse a contratação.

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