Depois de Hubble e Webb, nova geração de telescópios vem para fazer história
Desde que foi lançado pela NASA, em dezembro de 2021 , o Telescópio Espacial James Webb vem ampliando nossa visão do Universo , permitindo observar galáxias formadas nos primeiros bilhões de anos e estudar a composição das atmosferas de planetas distantes.
Agora, uma nova geração de observatórios promete levar essa exploração ainda mais longe.
Assim como o Webb não veio para substituir o glorioso Telescópio Espacial Hubble, essas ferramentas não chegam para tomar o lugar de nenhum equipamento em operação, mas para somar novas capacidades às observações que já são feitas.
Trabalhando em conjunto, eles poderão ampliar a investigação sobre a origem e a evolução do cosmos, além de buscar pistas sobre a possível existência de vida fora da Terra.
Confira o que vem pela frente! Nancy Grace Roman: o grande mapeador panorâmico Lançado no último domingo (30) , o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman representa o próximo grande passo da NASA na observação espacial.
O observatório está a caminho de sua posição final no Ponto de Lagrange 2 (Ponto L2), uma região de equilíbrio gravitacional localizada a 1,5 milhão de quilômetros da Terra – onde também orbita o Webb.
O Roman transporta um espelho primário de 2,4 metros de diâmetro, medida idêntica à do consagrado Hubble, responsável por captar a luz e direcioná-la aos sensores.
No entanto, as semelhanças param na estrutura.
Telescópio Nancy Grace Roman, da NASA, decolando em um foguete Falcon Heavy, da SpaceX – Crédito: SpaceX/X A verdadeira revolução está na área de captura.
Equipado com um sensor de 300 megapixels, o Roman possui um campo de visão 100 vezes maior do que o do Hubble, mantendo uma resolução espetacular.
Para entender essa diferença de forma simples, o Hubble funciona como uma lente de zoom fechada e o James Webb tem um campo ainda mais estreito, enquanto o Roman atua como uma poderosa grande angular.
Como destacou o astrônomo Marcelo Zurita em participação no programa Olhar Digital News , essa visão ampliada muda o patamar da astronomia moderna.
“Tanto o Hubble quanto o James Webb têm o campo de visão estreito.
O Roman nos permite analisar áreas muito mais vastas do Universo ao mesmo tempo, em uma mesma fotografia, com excelente definição”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em olhardigital.com.br — o conteúdo pertence a Olhar Digital.