domingo, 11 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
› Trump anuncia cessar-fogo energético ‘imediato’ entre Rússia e Ucrânia› TSE atende Flávio Bolsonaro e suspende canal de Lula com 3,3 milhões de seguidores› Oposição israelense pede investigação contra Netanyahu por alterar registros do 7 de outubro› ‘Vim do futuro, moro na Argentina de Milei’: brasileiros alertam sobre plano econômico de Flávio Bolsonaro› Zelensky diz desconhecer cessar-fogo energético com Rússia anunciado por Trump› Malária: Anvisa autoriza teste em humanos de vacina 100% brasileira› ‘Para barrar o fascismo’: brasileiros vão às ruas de várias cidades em apoio a Lula› Governo Lula destina verba para reconstrução de laboratórios atingidos em incêndio na UFPE› Bahia bate Mirassol em Salvador e cola no G4 do Brasileirão› Julio: 'inimaginável o Palmeiras não tropeçar até o jogo contra o Flamengo'› Trump anuncia cessar-fogo energético ‘imediato’ entre Rússia e Ucrânia› TSE atende Flávio Bolsonaro e suspende canal de Lula com 3,3 milhões de seguidores› Oposição israelense pede investigação contra Netanyahu por alterar registros do 7 de outubro› ‘Vim do futuro, moro na Argentina de Milei’: brasileiros alertam sobre plano econômico de Flávio Bolsonaro› Zelensky diz desconhecer cessar-fogo energético com Rússia anunciado por Trump› Malária: Anvisa autoriza teste em humanos de vacina 100% brasileira› ‘Para barrar o fascismo’: brasileiros vão às ruas de várias cidades em apoio a Lula› Governo Lula destina verba para reconstrução de laboratórios atingidos em incêndio na UFPE› Bahia bate Mirassol em Salvador e cola no G4 do Brasileirão› Julio: 'inimaginável o Palmeiras não tropeçar até o jogo contra o Flamengo'
Brasil

Marido suspeito de assassinar médica no Paraná deixou filho de 8 meses sozinho no apartamento onde crime aconteceu

Por Redação 5News · · com informações de G1 Paraná
Marido suspeito de assassinar médica no Paraná deixou filho de 8 meses sozinho no apartamento onde crime aconteceu

Advogado é preso em flagrante suspeito de assassinar esposa médica em Maringá

Um caso de morte violenta chocou a região norte do Paraná na noite de sábado quando uma médica de 37 anos foi encontrada morta em seu apartamento em Maringá, apresentando sinais de esfaqueamento. O marido, um advogado de 25 anos, é o principal suspeito do crime. O que tornou o caso ainda mais grave foi o fato de que o casal tinha um bebê de oito meses que foi deixado sozinho no local após o presumido assassinato, sendo descoberto posteriormente apenas por seus choros quando um familiar da vítima se dirigiu ao endereço.

A vítima foi identificada como Gassi Mazia, profissional da medicina que atuava atendendo pacientes em uma unidade de saúde básica. Seu marido, João Vitor Domingues Romeiro, confessou de forma parcial o crime a uma familiar após deixar o local do acontecimento. De acordo com as autoridades que investigam o caso, o advogado admitiu ter praticado o assassinato, embora tenha fornecido poucos detalhes sobre as circunstâncias do ato.

Os Acontecimentos da Noite de Sábado

O episódio ocorreu durante a noite de sábado em Maringá, no norte do estado do Paraná. Segundo as informações reunidas pela polícia, após o crime, o advogado saiu do apartamento onde o casal residia e deixou o bebê de apenas oito meses no interior do imóvel, sem ninguém para cuidar da criança. Um parente da médica foi informado sobre a situação e dirigiu-se imediatamente para o endereço onde a família morava.

Ao se aproximar do apartamento, o familiar já conseguia ouvir a criança chorando do lado de fora da unidade. Com preocupação crescente, ele arrombou a porta para entrar no local. Dentro do apartamento, além do bebê em sofrimento, ele encontrou o corpo de Gassi apresentando ferimentos consistentes com esfaqueamento. Perto do corpo da vítima, havia três facas encontradas pela polícia no local.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado e deslocou-se até o endereço para confirmar a morte. Os profissionais de saúde que atenderam ao chamado confirmaram o falecimento da médica. O bebê, apesar de ter ficado sozinho no apartamento após o crime, foi encontrado fisicamente ileso sem apresentar qualquer tipo de ferimento. As autoridades policiais não conseguiram estabelecer com exatidão quanto tempo a criança passou desacompanhada no imóvel antes de ser encontrada.

A Fuga e a Localização do Suspeito

A investigação policial conseguiu rastrear os movimentos do suspeito após deixar o local do crime. De acordo com os dados levantados pela polícia, João Romeiro dirigiu sozinho em um veículo até a propriedade de uma mulher que tem ligação familiar com ele, localizada em Mandaguari. A distância entre os dois municípios é de aproximadamente 32 quilômetros, o que significa que o suspeito percorreu essa trajetória após o presumido assassinato.

Os moradores da residência em Mandaguari notaram a presença do advogado e acionaram as autoridades policiais militares. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram João ainda dentro do veículo que havia dirigido. Ele apresentava diversos ferimentos no pescoço, sugerindo que houve confronto físico durante o evento que resultou na morte de sua esposa.

Em depoimento aos policiais militares, o suspeito confessou a uma familiar presente no local que tinha assassinado Gassi Mazia. Quando questionado sobre os detalhes do crime, João forneceu uma narrativa limitada dos acontecimentos, mencionando que havia asfixiado a esposa como método do homicídio. As circunstâncias que levaram aos ferimentos que o próprio suspeito apresentava não foram completamente esclarecidas nos relatos iniciais.

A Polícia Militar efetuou a prisão de João em flagrante no local onde foi encontrado. A acusação formal foi a de feminicídio, crime que recebe tratamento especial na legislação brasileira. O advogado foi então conduzido para uma unidade hospitalar onde recebeu atendimento médico pelos ferimentos que apresentava. Durante sua permanência no hospital, ele foi mantido sob escolta constante de policiais para garantir a segurança e evitar fugas.

No domingo seguinte, ou seja, um dia após a descoberta do crime, o sistema judiciário decretou a prisão preventiva de João Romeiro. Essa medida significa que ele permanece detido enquanto aguarda pelos procedimentos legais relacionados à acusação de homicídio. Quando a Polícia Militar chegou inicialmente ao apartamento onde Gassi foi encontrada, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência já estava presente no local prestando os primeiros atendimentos. O bebê, nessa ocasião, já havia sido reunido com membros da família materna que se deslocaram para buscá-lo.

Contexto: Violência Contra Mulheres e Feminicídio

O Brasil vivencia uma realidade preocupante quando se trata de violência doméstica e crimes contra mulheres. O feminicídio, que é a morte de uma mulher motivada pela condição de ser mulher, representa um dos aspectos mais graves dessa problemática. Esse tipo de crime geralmente ocorre em contextos de relacionamentos conjugais ou familiares, muitas vezes precedido por histórico de violência e abusos.

A acusação contra João Romeiro caracteriza-se especificamente como feminicídio, uma classificação legal que reconhece a dimensão de gênero envolvida no homicídio. A legislação brasileira tipifica o feminicídio como crime hediondo, o que implica em penas mais severas comparadas ao homicídio simples. Esse reconhecimento legal reflete a gravidade do problema da violência de gênero nas sociedades contemporâneas.

A forma como o crime foi perpetrado, com o uso de arma branca e a asfixia mencionada pelo suspeito, ilustra a violência extrema empregada nesses casos. O fato de o suspeito ter deixado uma criança de apenas oito meses sozinha após o ato criminoso também revela a natureza desumana do episódio, colocando em risco a vida do bebê que dependia completamente de cuidados para sua sobrevivência.

Organizações que trabalham com direitos das mulheres frequentemente apontam que relacionamentos com disparidade significativa de idade, como o presente caso que envolve um homem de 25 anos e uma mulher de 37 anos, podem apresentar dinâmicas complexas. No entanto, essa observação não deve servir como justificativa ou contexto atenuante para crimes de violência.

Os Envolvidos: Profissionais de Áreas Distintas

Gassi Mazia era uma médica que exercia sua profissão atendendo à população através do sistema público de saúde. Especificamente, ela trabalhava na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, localizada em Sarandi, um município próximo à região onde residia com sua família. Como servidora pública, Gassi atuava na prestação de cuidados de saúde e na promoção do bem-estar da comunidade onde trabalhava.

A prefeitura do município de Sarandi, onde Gassi exercia suas funções, emitiu uma nota oficial lamentando sua morte. No comunicado, a administração municipal expressou seu repúdio categórico a qualquer forma de violência direcionada contra mulheres. O gesto institucional reconhece tanto a perda de uma profissional que servia a comunidade quanto a gravidade do crime cometido.

João Vitor Domingues Romeiro, o suspeito do crime, exercia a profissão de advogado. Diferentemente de sua esposa que atuava diretamente com atendimento ao público, João trabalhava na área jurídica como assessor de uma instituição governamental. Especificamente, ele era assessor jurídico da Procuradoria-Geral de Marialva, outro município na região norte do Paraná, situado a aproximadamente 17 quilômetros de Maringá.

Após a prisão e as revelações sobre o crime, a prefeitura de Marialva, instituição empregadora de João, efetuou sua exoneração do cargo. A exoneração significa a rescisão do vínculo de trabalho entre o servidor e a administração pública. No comunicado da prefeitura, a instituição manifestou consternação diante da situação e reafirmou sua distância do ato criminoso praticado por um de seus ex-servidores.

O que Acompanhar

O caso apresenta diversos desdobramentos que tendencialmente receberão atenção do sistema judiciário nos próximos meses. A primeira questão diz respeito ao processo criminal em si, que determinará se João Romeiro será condenado pela acusação de feminicídio e que penas lhe serão impostas. As investigações policiais e o trabalho do Ministério Público federal ou estadual buscarão estabelir os detalhes completos do que ocorreu no apartamento, particularmente as circunstâncias que envolvem os ferimentos que o próprio suspeito apresentava.

Outro aspecto importante será a situação do filho do casal, o bebê de oito meses. Dependendo da situação da guarda e da existência de parentes que possam oferecer cuidados adequados, questões relacionadas ao bem-estar e ao futuro da criança tendem a ser discutidas nas instâncias judiciais. O trauma de perder a mãe em tais circunstâncias, mesmo que a criança tenha pouca memória consciente do evento, poderá ter implicações a longo prazo no desenvolvimento da criança.

Além disso, o contexto mais amplo de violência doméstica e crimes contra mulheres no estado do Paraná pode ganhar novo destaque midiático conforme o caso avança. Ativistas de direitos das mulheres e órgãos públicos responsáveis por políticas de proteção às mulheres podem utilizar este caso como exemplo de necessidade de melhorias nas redes de proteção e prevenção.

O resultado final do julgamento e a sentença que será aplicada ao condenado também representam um ponto de acompanhamento importante, pois terá consequências legais significativas não apenas para o réu, mas também para a jurisprudência em casos semelhantes na região.

Principais pontos:

• Advogado de 25 anos é suspeito de assassinar sua esposa, uma médica de 37 anos, em apartamento em Maringá, deixando um bebê de oito meses sozinho no local.

• O bebê foi encontrado vivo e ileso por um familiar da médica após ele ouvir a criança chorando, quando também descobriu o corpo da vítima com sinais de esfaqueamento.

• O suspeito fugiu para Mandaguari onde foi encontrado pela polícia militar ainda dentro do carro com ferimentos no pescoço e confessou o crime a uma familiar presente no local.

• João Romeiro foi preso em flagrante acusado de feminicídio e teve sua prisão preventiva decretada no domingo seguinte, enquanto Gassi Mazia era servidora pública que atuava como médica em unidade básica de saúde.

Ler a notícia completa no G1 Paraná ›

Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de G1 Paraná — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraná.

Mais de G1 Paraná

Ver tudo ›

Mais em Brasil

Ver tudo ›