Flávio quer desconfigurar debate sobre segurança, diz Edinho Silva
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou, nesta 6ª feira (16.out.2026), que o PL e o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tentam “desconfigurar” o debate sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública.
A declaração foi dada a jornalistas no Senado, após sessão solene de promulgação da PEC que extingue a escala 6 X 1.
Edinho se refere à emenda apresentada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que diminui a maioridade penal de 18 para 16 anos para a maioria dos crimes e para 14 anos em casos específicos.
Há uma PEC independente em andamento no Congresso que trata da questão.
“Evidente que o debate da redução da maioridade penal tem que ser feito no Brasil.
E o presidente Lula tem dito: crime hediondo, ou seja, crime grave, crime contra a vida das pessoas, tem que ter a redução da maioridade penal.
O que precisa ser debatido é como que você trata esse adolescente, que tipo de presídio você vai pôr ele, senão você vai pôr ele com o crime organizado e isso não vai consertar nenhum adolescente” , declarou o presidente da sigla.
Em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo, na 5ª feira (15.out), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mostrou favorável à redução da maioridade penal.
Declarou: “Como cidadão brasileiro, a todo e qualquer crime hediondo eu sou favorável a diminuir a penalidade”.
Apesar disso, disse que não concorda que a medida seja decidida em associação com a PEC da Segurança Pública: “Eu sou favorável a reduzir para 16, mas não discutindo nessa PEC”.
O líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), também apresentou uma emenda à PEC da Segurança Pública que trata da redução da maioridade penal.
Em contraponto a Marinho, o texto determina a redução de 18 para 16 anos apenas em crimes hediondos.
O tema não tem consenso no PT.
A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse ter chegado a um acordo com o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que a PEC seja votada no plenário sem emendas.
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