Análise: Remo mostra que apenas vontade não basta e deixa claro que Condé ficou tempo demais
Rony comemora gol diante do Remo Reinaldo Campos/ Santos F.C.
A intensidade pode, por vezes, superar a técnica em um jogo de futebol.
Contudo, quando essa intensidade é igualada, a qualidade sempre vai se sobressair.
Foi o que ocorreu no jogo entre Remo e Santos, no último sábado, dia 19, no Mangueirão.
O Leão mostrou muita disposição e pouco sofreu no primeiro tempo.
O Peixe entrou no terço final do campo 14 vezes na etapa inicial.
Nos 45 minutos finais, foram 38.
Ou seja, a equipe santista teve dificuldade para levar a bola para a zona mais perigosa do campo no início, enquanto esse número mais que dobrou no final.
Na estreia do técnico Thiago Carpini, os donos da casa defenderam bem no primeiro tempo, melhor que em vários momentos das partidas em que o agora ex-treinador ainda comandava o time.
Carpini pediu para a equipe pressionar o adversário no campo de defesa, e assim os jogadores azulinos fizeram em vários momentos do primeiro tempo.
Sobre a parte ofensiva da equipe, o novo treinador promoveu algumas mudanças de peças e de funções.
O ataque foi formado por Taliari, Galeano e Vitor Bueno.
Taliari foi deslocado para a esquerda, Galeano para a direita e Bueno voltou ao time titular como um falso 9.
No entanto, eles não conseguiram oferecer tanto perigo, apesar de o Remo ter finalizado mais em um jogo que teve um número maior de posse de bola que o adversário, algo que não é comum no Brasileirão.
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