A tendência favorável em pesquisa para a campanha de Flávio na eleição presidencial
A campanha de Flávio Bolsonaro ganhou competitividade nas simulações de segundo turno da eleição presidencial, segundo a análise de Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest.
Embora a oscilação registrada no levantamento mais recente esteja dentro da margem de erro, Russo afirma que a série de pesquisas dos últimos meses revela uma tendência de crescimento do senador e de perda de espaço de Lula . (este texto é um resumo do vídeo acima) O que mudou na disputa pelo segundo turno? A pesquisa nacional mais recente da Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 2, mostra Lula com 42% das intenções de voto contra 41% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.
Com margem de erro de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
No primeiro turno, Lula aparece com 37%, contra 29% de Flávio.
Para Russo, o dado mais relevante está menos na oscilação de um levantamento isolado e mais no comportamento da série histórica.
“O Lula tem caído nas intenções de voto do segundo turno e o senador Flávio Bolsonaro subido”, afirmou durante entrevista a Marcela Rahal no VEJA em Foco .
Segundo ele, o movimento indica um quadro “cada vez mais polarizado, cada vez mais apertado” entre o presidente e seu principal opositor.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Continua após a publicidade Por que o momento da campanha aumenta o peso das pesquisas? Na avaliação do diretor da Quaest, a proximidade da votação torna cada acontecimento político potencialmente mais relevante para o eleitor.
“Agora tudo importa muito mais”, disse Russo.
Ele destacou que, ao longo de 2026, Lula vinha apresentando números relativamente estáveis, enquanto Flávio avançava.
O resultado mais recente mantém Lula na liderança do primeiro turno, mas a diferença desaparece no confronto direto entre os dois.
Para Russo, essa combinação ajuda a explicar a avaliação de que o presidente continua sendo favorito na primeira etapa, mas está “cada vez menos favorito” no segundo turno.
O crescimento de Flávio vem diretamente dos eleitores de Lula? Russo pondera que a trajetória de Flávio não pode ser interpretada simplesmente como uma transferência direta de votos de Lula.
A dinâmica da eleição envolve também os eleitores que não estão fortemente vinculados a nenhum dos dois polos e que podem mudar de candidato ao longo da campanha.
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