Com apoio de petistas e bolsonaristas, Alcolumbre indica Rodrigo Pacheco para o TCU
O presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) , indicou o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) à vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) após a renúncia do ministro Bruno Dantas na última segunda-feira, 31.
A indicação foi apresentada por meio de projeto de decreto legislativo (PDL) e contou com as assinaturas de outros dezenove senadores — entre eles a líder do governo Lula na Casa, Teresa Leitão (PT-PE), e o coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN).
Outros nomes de governistas e oposição também figuram na indicação, apontando para uma pacificação diante da escolha de Pacheco.
Entre eles estão Ciro Nogueira (PP-PI), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Tereza Cristina (PP-MS), Cid Gomes (PSB-CE) e Omar Aziz (PSD-AM).
O tribunal é formado por nove ministros.
De acordo com a Constituição Federal , seis deles devem ser escolhidos pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República.
A vaga em questão é de atribuição do Senado.
Pelo rito tradicional, o nome de Pacheco deve passar pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) e depois por votação no Plenário da Casa.
Além disso, também precisará ser aprovado na Câmara dos Deputados e nomeado pelo presidente.
Continua após a publicidade No entanto, Alcolumbre trabalha para acelerar o processo e levar o nome de seu indicado direto ao Plenário, já tendo solicitado o caráter de urgência da matéria.
Pacheco precisará de, no mínimo, 41 dos 81 votos, em votação secreta, para ser aprovado.
Pacheco foi pivô de crise entre Lula e Alcolumbre Alcolumbre é aliado de primeira hora de Pacheco e desejava que seu colega e ex-presidente do Senado tivesse sido indicado por Lula para a vaga em aberto do Supremo Tribunal Federal .
Com a escolha de Lula por outro nome (o advogado-geral da União, Jorge Messias), Alcolumbre rompeu a relação com o petista.
Por outro lado, Lula fez muitos esforços para tentar garantir que Pacheco concorresse ao governo de Minas Gerais com seu apoio — o que terminou não se viabilizando quando o senador decidiu se aposentar da política.
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