Dólar cai a R$ 5,33 e Bolsa abre em baixa, por eleições, Fed e balanços
O dólar abriu a sessão desta quarta-feira em alta, cotado a R$ 5,36, após acomodar ontem, recuando das máximas no ano em meio aos ajustes de mercado aos resultados das eleições. Além das atualizações da política brasileira, os agentes econômicos acompanham hoje a decisão de juros pelo Fed (Federal Reserve), Banco Central dos Estados Unidos, e à divulgação de balanços, com destaques para Santander, Microsoft e Alphabet.
Dólar abre em XXX. A moeda americana iniciou a sessão desta quarta-feira cotada no comercial para venda a R$ 5,359, variação de 0,16% ante o fechamento de ontem.
Após forte alta na primeira sessão após eleições, dólar cedeu das máximas. A cotação cedeu 0,97%, a R$ 5,350 , devolvendo parte da disparada de 8,2% registrada após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando o valor da moeda chegou a ser negociada a R$ 5,60 em parte do dia.
A fase mais intensa de liquidação forçada pode ter terminado. A confirmação de uma estabilização dependerá das sinalizações sobre a equipe econômica, o controle dos gastos públicos e a trajetória da dívida. A volatilidade deve continuar elevada. Gustavo Assis, CEO da Asset
Na agenda do dia, mercados aguardam mudança nos juros dos Estados Unidos. O Fed (Federal Reserve), Banco Central americano, realiza hoje o encontro de política monetária para definir a taxa de referência da economia do país. Cerca de 90% dos investidores apostam na manutenção da faixa atual, de 3,75% a 4% ao ano, depois da alta de 0,25 ponto percentual em setembro.
Para o Brasil, juros altos nos Estados Unidos influenciam política monetária. Ao lado do petróleo em alta, as elevadas taxas americanas fortalece o dólar ante o real, o que tem potencial para alimentar a inflação e, por tabela, reduzir a margem de corte da Selic, taxa básica de juros brasileira, hoje em 13,5% ao ano, pelo Banco Central, que reúne o Copom (Comitê de Política Monetária) na próxima semana.
Bolsas de Valores globais operam hoje sem viés único, em meio à temporada de balanços. Investidores têm atenções voltadas para o setor de IA (Inteligência Artificial) enquanto o mercado aguarda pela divulgação dos balanços da Alphabet e da Microsoft.
Na Bolsa, investidores acompanham resultados de balanços e ajustes de posições após as eleições. O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, ensaiou uma alta ontem, após recuar quase 14% na segunda-feira, mas perdeu fôlego ao longo do dia, para ceder mais 0,51% e parar nos 175.710 pontos.
Lucro do Santander Brasil cai 28% no 3º trimestre, para R$ 2,89 bilhões. De acordo com o balanço divulgado hoje , Despesas com PDD (Provisão para Devedores Duvidosos), a provisão que o banco reserva para calotes, chegaram a R$ 7,46 bilhões. O valor aumentou 14,3% em relação ao terceiro trimestre de 2025. Inadimplência de clientes acima de 90 dias foi de 3,4% no terceiro trimestre. A taxa subiu 0,6 ponto percentual em um ano e 0,1 ponto percentual na variação trimestral.
Klabin tem lucro de R$ 393 mi no 3º trimestre, queda anual de 17,8%. A queda do ganho refletiu a retração de R$ 262 milhões no Ebitda ajustado.
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