Ministro reclama do andamento da 6x1: "O Senado está sentado em cima"
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, criticou a demora no andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho 6×1 — em que se trabalha seis dias e descansa um.
O texto está parado no Senado desde maio, aguardando despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Durante um evento para apresentação dos dados sobre emprego no Brasil, Marinho reclamou que o “Senado está sentado em cima” da proposta e fez um apelo para que ela seja pautada.
“Nós precisamos, de fato, que o presidente Davi Alcolumbre libere essa pauta para podermos, os senadores e senadoras, votar contra ou a favor.
Vote conforme sua consciência, mas vote.
Deixe andar, deixe o debate correr”, pediu o ministro.
O fim da escala 6×1 é uma pauta prioritária para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nos últimos dias, o petista tem feito gestos em relação a Alcolumbre para tentar destravar a proposta.
Eles devem se reunir novamente nesta quinta-feira para discutir o andamento desse e outros projetos de interesse.
Leia também Brasil MDB fecha apoio à PEC e pressiona Alcolumbre a despachar 6×1 Brasil PEC da 6×1: Alcolumbre assumirá tarefa de ouvir senadores, diz líder Dados do emprego O Ministério do Trabalho divulgou dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que trata da geração de emprego no país.
Segundo a pasta, o Brasil registrou 62,8 milhões de vínculos formais ativos no primeiro semestre do ano.
Em comparação a janeiro de 2023, o salto foi de 10,1 milhões de novos empregos.
A divulgação contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ministro do MTE, Luiz Marinho, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
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