Mortos em terremoto na Colômbia passam de 250; equipes de resgate correm para encontrar sobreviventes
PEREIRA/CALI, Colômbia, 11 Ago (Reuters) - Equipes de resgate escavavam montanhas de concreto despedaçado no oeste da Colômbia nesta terça-feira, correndo contra o tempo para encontrar sobreviventes após um forte terremoto que matou mais de 250 pessoas, segundo estimativas das autoridades locais.
O terremoto de magnitude 7,4, o mais forte a atingir o país sul-americano em décadas, assolou a região cafeeira da Colômbia na manhã de segunda-feira, deixando prédios de apartamentos, casas, escolas e centros de saúde rachados, inclinados ou totalmente destruídos.
Nas cidades mais atingidas, equipes de resgate trabalharam durante toda a noite com guindastes, escavadeiras e, às vezes, com as próprias mãos, cortando vergalhões retorcidos e passando baldes de escombros em buscas desesperadas por quem ainda estivesse preso.
O recém-empossado presidente Abelardo De La Espriella disse que decretou uma medida de auxílio econômico de três meses para a população da região cafeeira de Risaralda, falando de sua capital, Pereira.
“Partiu meu coração passar pelo centro da cidade e ver todos esses estabelecimentos destruídos”, disse ele, acrescentando que esperava que as medidas fossem “uma lufada de ar em meio a essa tragédia”.
Relatórios separados das cidades afetadas estimavam o número de mortos em 254 na manhã desta terça-feira, com 101 pessoas mortas em Pereira e 95 em Cali, a terceira maior cidade do país.
O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estimou que 5.000 moradias foram danificadas, enquanto dezenas de prédios desabaram e centenas de residências foram destruídas.
Em Cali, moradores se reuniram nas ruas depois que partes de casas e prédios de apartamentos desabaram. Famílias cozinhavam ao ar livre, resgatavam o que podiam e se preparavam para mais um dia longe de casa. Vários andares superiores de um dos hospitais da cidade — alguns dedicados ao atendimento pediátrico — desabaram, deixando alguns pacientes presos e outros 600 atendidos em uma rua repleta de escombros, disse Irne Torres Castro, diretora do hospital, à emissora Caracol.
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