Após batalha pelo Maracanã, Vasco decide vaga na final da Sul-Americana contra o Boca
Depois de conseguir na Justiça o direito de usar o Maracanã, o Vasco vai enfrentar o Boca Juniors nesta terça-feira (20) valendo a classificação para a final da Copa Sul-Americana.
O time carioca venceu o jogo de ida em La Bombonera por 1 a 0 e precisará se impor em casa diante de um dos gigantes do futebol sul-americano.
O enorme desafio surge enquanto a equipe ainda luta pela permanência na primeira divisão do Campeonato Brasileiro.
Seis títulos da Copa Libertadores, dois da Sul-Americana e três da Copa Intercontinental constam no rico histórico de conquistas do Boca, embora a equipe treinada por Rodolfo Arruabarrena venha passando por altos e baixos.
Já o Vasco, campeão da Libertadores em 1998, não disputava uma semifinal continental desde 2011, quando foi eliminado pela Universidad de Chile justamente na Sul-Americana.
Quem passar do confronto vai à final do torneio no dia 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia, contra Atlético-MG ou Montevideo City Torque, do Uruguai.
O Galo venceu o jogo de ida em casa por 3 a 0 e vai à capital uruguaia na próxima quarta-feira em boa vantagem para se garantir na decisão.
São Januário, casa do Vasco, foi descartado por não atender à capacidade mínima de 30 mil espectadores exigida pela Conmebol para uma semifinal continental.
O estádio Nilton Santos, onde joga o Botafogo, surgiu como alternativa, mas o Gigante da Colina apostou no Maracanã e conseguiu obter nos tribunais o direito de usar o estádio gerido pela dupla Fla-Flu.
Os ingressos se esgotaram rapidamente, apesar da ameaça de transferir a partida para Assunção, no Paraguai, caso a disputa judicial pelo local se prolongasse.
"Respeitamos o passado, mas queremos escrever a nossa história no presente", disse o técnico cruzmaltino, o português Pedro Emanuel.
Há um precedente antigo: o Vasco venceu o Boca por 3 a 0 em um amistoso realizado há 75 anos no Maracanã.
Em campo estavam mitos como Friaça, Chico e Barbosa, goleiro que marcou época, mas que carregou até a morte o fardo do famoso "Maracanazo", a derrota do Brasil por 2 a 1 para o Uruguai que deu à 'Celeste' a Copa do Mundo de 1950.
O treinador precisará suprir a ausência do colombiano Andrés Gómez, expulso na Bombonera. Marino Hinestroza, compatriota de Gómez que chegou ao Vasco após ter sido cogitado como possível reforço do Boca, deve entrar em seu lugar.
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