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Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, tinha bunker para contar dinheiro vivo em aeroporto, investiga PF

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Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, tinha bunker para contar dinheiro vivo em aeroporto, investiga PF

A Polícia Federal encontrou uma sala secreta equipada com máquina de contar dinheiro vivo em um hangar no Aeroporto Internacional de Brasília, utilizado pelas empresas de aviação do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A descoberta ocorreu após uma denúncia anônima recebida durante operação deflagrada em 7 de agosto, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, para apurar suspeitas de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.

A equipe policial retornou ao local, identificou uma alteração estrutural no hangar e localizou o compartimento oculto, com porta metálica robusta e aparentemente blindada.

Tomaz nega irregularidades e afirma que a sala e os equipamentos servem à prestação de serviços para empresas de transporte de valores.

Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal (PF) em um novo inquérito instaurado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas , justamente pela relação com Willer Tomaz.

A descoberta da sala secreta Segundo relatório da Polícia Federal obtido pelo Estadão , a equipe que realizava buscas nos hangares 36 e 37 da área executiva do Aeroporto Internacional de Brasília havia encerrado a diligência quando recebeu uma denúncia anônima: havia um compartimento escondido no local, destinado a guardar dinheiro vivo.

Os investigadores retornaram ao hangar e identificaram uma alteração estrutural no imóvel, além de uma porta metálica robusta e aparentemente blindada, que dava acesso ao ambiente oculto.

No interior do compartimento, a PF encontrou uma segunda máquina de contar dinheiro vivo.

A primeira já havia sido apreendida no escritório de Willer Tomaz durante a mesma operação.

Não havia dinheiro em espécie no local no momento da busca, mas a corporação registrou, no relatório, a presença de elementos materiais compatíveis com a utilização anterior do espaço para armazenamento seguro de valores.

A combinação entre a estrutura do compartimento, projetada para dificultar o acesso, e os equipamentos encontrados é o que sustenta, para os investigadores, a hipótese de que o local servia à movimentação de numerário fora do sistema financeiro formal.

A investigação e as suspeitas A operação foi deflagrada em 7 de agosto com autorização do ministro André Mendonça, do STF, e tem como foco suspeitas de ocultação de patrimônio para o senador Weverton Rocha (PDT-MA), além de indícios de lavagem de dinheiro em apostas esportivas.

O advogado Willer Tomaz é apontado como figura central nas investigações e é descrito como amigo próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

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