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Dinheiro no colchão? Reservas em espécie saltam R$ 36 bi na Europa por medo de guerras

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Dinheiro no colchão? Reservas em espécie saltam R$ 36 bi na Europa por medo de guerras

Em meio ao receio de que guerras, desastres naturais e ataques cibernéticos possam interromper sistemas digitais de pagamento, o número de notas em circulação na União Europeia está aumentando.

Dados divulgados pelo Banco Central Europeu (BCE) mostram que o valor do dinheiro em espécie que há nos países-membros do bloco passou de cerca de 1 trilhão de euros, em 2016, para 1,6 trilhão de euros (R$ 9,62 trilhões, na cotação atual) em junho de 2026.

O número absoluto de cédulas também aumentou: são mais de 31 bilhões atualmente, em comparação com 24 bilhões em 2019, antes da pandemia de covid-19 .

A nota de 50 euros foi a mais utilizada em 2025, seguida pela de 100 euros.

Reservas de emergência Segundo Philip Lane, economista-chefe do BCE, o uso do dinheiro em transações cotidianas vem diminuindo, mas o estoque de notas mantido pela população segue em alta.

Continua após a publicidade A preocupação com possíveis paralisações nos meios eletrônicos de pagamento ganhou força após episódios de ataques cibernéticos e diante de uma série de emergências climáticas.

Em 2025, a União Europeia recomendou que os cidadãos mantivessem em casa suprimentos suficientes para pelo menos 72 horas em situações como incêndios florestais, enchentes, tempestades, ataques cibernéticos ou outros eventos hostis.

Entre os itens sugeridos estava uma reserva de dinheiro em espécie.

Continua após a publicidade E no ano passado, por exemplo, a maior rede de lojas de departamento do Reino Unido , a Marks & Spencer, sofreu um ataque cibernético que impediu a varejista de receber pedidos on-line por semanas.

Países como Áustria , Finlândia , Alemanha , Suécia e Holanda também já recomendaram que cada família mantenha entre 70 e 100 euros (de R$ 400 a R$ 600) em dinheiro guardado, valor considerado suficiente para cobrir necessidades básicas por três dias caso caixas eletrônicos, aplicativos bancários ou redes de pagamento fiquem indisponíveis.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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