EUA impõem sanções ao TPI pouco depois de ex-juíza receber Nobel
O governo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, impôs sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI) nesta sexta-feira (9), poucas horas depois que uma de suas ex-juízas ganhou o Prêmio Nobel da Paz,.
A decisão coloca Washington em rota de colisão diplomática com os aliados europeus.
A vice-promotora do TPI Nazhat Shameem Khan condenou as sanções e afirmou que elas não impedirão o trabalho do tribunal.
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O governo Trump, há muito tempo, mantém postura hostil em relação ao tribunal e já havia imposto sanções a seus promotores e juízes.
A medida tomada hoje vai muito além, pois poderia punir empresas que prestam serviços ao próprio tribunal.
“O presidente Trump nunca permitirá que o Tribunal Penal Internacional julgue norte-americanos”, afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio, em comunicado visto pela Reuters antes do anúncio oficial.
“É por isso que, hoje, os EUA estão impondo sanções ao TPI Proibiremos transações com esse tribunal desonesto, cortando seus recursos e paralisando a capacidade de operar.” A vice-promotora disse à Reuters que as sanções "precisam ser condenadas".
"As sanções visam minar o Estado de Direito em nível internacional e o trabalho que uma instituição judiciária independente está realizando", afirmou Khan.
"Nosso trabalho continuará em todas as situações, investigações e ações judiciais." Washington, há muito tempo, mostra indignação com os mandados de prisão emitidos pelo TPI contra autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e com uma investigação anterior sobre ações de soldados norte-americanos no Afeganistão, que o tribunal já encerrou.
Fundado em 2002 para julgar crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, o TPI conta com 125 Estados-membros, incluindo todos os países da União Europeia e todos os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com exceção dos Estados Unidos e da Turquia.
No passado, o tribunal recebeu forte apoio público dos países-membros, incluindo os principais aliados dos EUA.
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