Leite e máquina de lavar têm mais regras que IA, diz presidente da Microsoft
O presidente da Microsoft, Brad Smith, defendeu a criação de regras globais para a inteligência artificial e afirmou que a tecnologia hoje está sujeita a menos exigências de segurança do que produtos comuns, como leite e máquinas de lavar.
Em entrevista à BBC, o executivo argumentou que o avanço acelerado da IA exige mecanismos de supervisão mais rígidos, incluindo avaliações independentes antes do lançamento de sistemas ao público e a adoção de um “botão de emergência” para interromper operações potencialmente perigosas.
Segundo Smith, empresas de tecnologia deveriam ser obrigadas a comunicar incidentes envolvendo inteligência artificial e notificar vítimas caso sistemas sejam comprometidos por agentes autônomos.
O executivo afirmou que já existem modelos regulatórios semelhantes para outros produtos e setores e que essas práticas poderiam servir de referência para a IA.
Smith ainda fez a comparação entre a regulação da IA e a de produtos cotidianos.
“Neste momento, sua máquina de lavar está sujeita a mais regras de segurança do que a inteligência artificial.
Toda caixa de leite que você vê no supermercado está sujeita a inspeções e normas de segurança”, afirmou o presidente da Microsoft.
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Hall e Michael Woodford Economistas americanos são reconhecidos por pesquisas sobre o funcionamento da economia; vencedores receberão cerca de R$ 6,3 milhões Além da exigência de relatórios de incidentes, Smith defendeu a atuação de avaliadores independentes, ligados a governos ou entidades externas, para examinar novos sistemas de IA antes de sua disponibilização ao mercado.
Na visão do executivo, esses especialistas poderiam ter papel semelhante ao de certificadores de segurança em outros setores, ajudando a determinar quando uma tecnologia está pronta para ser liberada ao público.
Outro ponto central da entrevista foi a defesa de mecanismos de interrupção imediata, conhecidos no setor como kill switch.
A proposta prevê que sistemas avançados de IA possam ser pausados ou desligados caso apresentem comportamento inesperado ou saiam do controle humano.
As declarações de Smith reforçam uma discussão que ganhou força nos últimos meses à medida que empresas como OpenAI e Anthropic passaram a divulgar episódios de comportamentos indesejados por parte de agentes de IA.
O debate ocorre em meio ao desenvolvimento cada vez mais rápido da tecnologia e às preocupações de pesquisadores sobre riscos associados a sistemas mais autônomos.
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