Alfa Inteligência: Lula e Flávio esquecem de falar do futuro em propostas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontados como os principais nomes na disputa pela presidência da República, cometem um erro estratégico em comum: deixam de apresentar propostas voltadas para o futuro do país.
A avaliação é de Emanoelton Borges, CEO da Alfa Inteligência, ao WW .
Segundo Borges, apesar de Lula liderar as pesquisas, o cenário é desafiador para o incumbente.
46% dos brasileiros afirmam que o Brasil está no caminho errado, e os indicadores gerais apontam para um pessimismo crescente.
Ainda assim, o atual mandatário mantém a dianteira na corrida eleitoral, em grande parte porque os adversários não conseguem se consolidar como alternativas viáveis.
Leia Mais Nexus/BTG: Lula tem 42% das intenções de voto no 1º turno; Flávio, 34% CEO da Nexus: Vorcaro pouco afetou Flávio Bolsonaro; Lula tem leve vantagem Futura/Apex: Lula e Flávio são igualmente rejeitados pelos eleitores Terceira via estagnada e eleitorado já decidido O especialista destacou que o chamado espectro do bolsonarismo impede que a terceira via ultrapasse a casa dos dois dígitos nas pesquisas, o que a impede de se tornar uma opção real para uma fatia significativa do eleitorado.
Outro dado relevante apontado por Borges é que 75% dos eleitores brasileiros já afirmam ter decidido seu voto para presidente da República.
Isso significa que apenas 25% do eleitorado ainda está em disputa — seja porque pode mudar o voto, seja porque ainda não se decidiu.
“Como existem dois polos muito fortes, com cerca de um terço para cada lado, esses 33% que não têm ideologia são quem de fato vai decidir a eleição”, afirmou Borges.
Ele observou ainda que a corrida eleitoral caminha para um cenário com menos propostas e mais ataques, o que, paradoxalmente, acaba favorecendo o próprio incumbente.
Falta de propostas prejudica oposição Para Borges, uma das principais falhas das campanhas de oposição é justamente o esquecimento do futuro.
“O eleitor vota no amanhã; no ontem e no hoje ele vira aprovação, mas o voto vem em cima das propostas”, explicou o especialista.
Segundo ele, candidatos como Renan Santos (Novo) abordam temas como desfavelização, Ronaldo Caiado (PSD) destaca a segurança pública e Romeu Zema (Novo) apresenta um modelo de gestão — mas os dois principais candidatos ainda não apresentaram, de forma consistente, argumentos capazes de fazer o eleitor olhar para o dia de amanhã.
A ausência de uma agenda propositiva e orientada para o futuro, portanto, representa um risco real tanto para Lula quanto para Flávio Bolsonaro, especialmente na disputa pelo eleitorado ainda indeciso, que será determinante para o resultado final das eleições.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.