No Ar Coquetel Molotov reúne artistas diversos e abre espaço para a eletrônica: ‘Muito emocionante’, diz Fernanda Abreu
O No Ar Coquetel Molotov , que acontece no Campus da UFPE, no Recife, no dia 28 de novembro, reúne mais de 25 atrações distribuídas em três palcos.
Além dos nomes já divulgados anteriormente, Fernanda Abreu , Cidadão Instigado , NandaTsunami , Bia Soull , Katy da Voz & As Abusadas e MikeQ , o festival também anunciou nesta quarta, 23 , a presença dos artistas Azymuth , Karol Conká, Boogarins , Major RD , Ciça e O Kannalha .
A cantora e compositora Fernanda Abreu , ex-integrante do Blitz e pioneira na introdução de batidas eletrônicas na música nacional, comentou sobre o evento em coletiva de imprensa com participação da Rolling Stone Brasil .
Segundo ela, estar no lineup é “muito emocionante”: “ Eu tenho uma relação muito próxima com a cidade de Recife, com alguns artistas contemporâneos e d a minha época, como Lenine , Chico Science , Nação Zumbi , são amigos muito queridos que fizeram parte da minha trajetória e da minha música”, celebra.
A cantora relembra o início de sua carreira solo e a relação com o gênero.
“Me sinto muito a vontade [no festival] porque existe toda uma pegada urbana e uma pegada da música eletrônica que me acompanhou desde o meu primeiro disco, o SLA Radical Dance Disco Club “, diz.
Nos anos 1990, os DJs foram os primeiros que abraçaram o meu som.
Eu estava saindo da Blitz , era uma cena de pop rock brasileiro, as pessoas faziam o som delas majoritariamente em bandas.
E quando eu lancei e fui produzir meu primeiro disco, eu coloquei já programação eletrônica, sequências, samples, eu senti um acolhimento da pista, dos DJs.
Em seu show no No Ar Coquetel Molotov , Abreu afirma que irá apresentará o álbum Da Lata , de 1995, um marco na música nacional que incorporou elementos do pop, funk, eletrônica, samba e rap.
“Naquela época, havia muito muito preconceito.
O tempo inteiro nos jornais, o funk era tratado como coisa de marginais, criminosos.
A té hoje existe um preconceito grande, porque o pano de fundo disso é o racismo estrutural brasileiro”, ressalta.
Eu sou bailarina , e eu sempre gostei de dançar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.