Mãe cobra respostas sobre morte de estudante de 22 anos em Fortaleza
A professora universitária Isorlanda Caracristi afirma que soube da morte da filha apenas na manhã seguinte, quando foi pessoalmente ao prédio depois de passar horas sem conseguir contato com Isabelle. Segundo ela, desde então, o namorado e a sogra da jovem não responderam às tentativas de comunicação nem se manifestaram sobre o ocorrido.
O último encontro entre mãe e filha havia acontecido no próprio domingo. Isabelle passou parte do fim de semana com Isorlanda porque reclamava de dores no pescoço e, antes de sair, informou que iria com o namorado e a mãe dele a uma missa e a uma procissão na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Fortaleza.
Naquela noite, a estudante ainda enviou duas mensagens para a mãe. Em uma delas, pediu que Isorlanda verificasse uma comida deixada na airfryer. Na outra, escreveu uma declaração de afeto. “Mãe, eu te amo”
Depois disso, Isabelle deixou de responder. Como a jovem estava com dores e havia recebido da mãe a orientação de tomar um relaxante muscular, Isorlanda inicialmente acreditou que ela pudesse ter adormecido. A preocupação aumentou quando, na manhã de segunda-feira (14/9), as mensagens continuaram sem resposta.
Foi então que a professora tentou procurar o namorado da filha. Segundo seu relato, descobriu que não conseguia mais contatá-lo por diferentes canais.
“Para a minha surpresa, eu estava bloqueada, eu fui tentar pelo Instagram dele, bloqueada. No outro Instagram pessoal, bloqueada. Totalmente bloqueada, bloqueada… Certo, aí eu me desesperei”
Acompanhada do irmão, Isorlanda foi até o condomínio onde Isabelle morava com o namorado, a mãe dele e um irmão. A professora relata que os funcionários do prédio demonstraram hesitação ao falar sobre o que havia ocorrido. Pouco depois, a síndica informou à família que a estudante havia morrido na noite anterior e que o corpo havia sido encaminhado à Perícia Forense.
Ao recordar o momento em que recebeu a notícia, Isorlanda descreveu a reação diante da confirmação da morte.
“Vocês não querem saber o que é isso não, a dor que eu senti. É como se estivesse rasgando todo o meu corpo. (...) Eu dizia para a síndica: ‘não me diga, isso é sonho, isso é sonho, não é verdade’... Aí eu pergunto, meu Deus, o que aconteceu com a minha filha, até hoje”
Segundo a mãe, nem o namorado nem a sogra de Isabelle entraram em contato com a família posteriormente. Ela afirma também que os dois não compareceram ao velório nem ao enterro.
O Correio entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), mas não conseguiu retorno.
Isabelle cursava o segundo semestre de Direito e havia começado, em julho, um estágio em um escritório de advocacia de Fortaleza. Foi nesse ambiente, segundo Isorlanda, que conheceu o homem com quem passou a se relacionar.
A mãe conta que ele era um dos sócios do escritório e que Isabelle, pouco depois de iniciar o estágio, deixou o setor no qual trabalhava para passar a atuar diretamente sob a gestão dele.
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