Autismo: por que o mesmo diagnóstico pode exigir cuidados diferentes?
O diagnóstico de autismo é clínico, baseado nos critérios do DSM-5-TR, sem envolver a biologia da pessoa autista.
Esta parece contar uma história mais complexa, com múltiplos fatores – e isso pode mudar a maneira de pensar e cuidar.
Imagine crianças que recebem o mesmo diagnóstico de transtorno do espectro autista, mas apresentam diferentes combinações de sinais e sintomas.
É o que acontece, elas têm dificuldades de comunicação social e comportamentos repetitivos, em diferentes intensidades, além de outros sinais e sintomas previstos nos critérios.
O diagnóstico está feito.
Mas uma dessas crianças tem sintomas gastrointestinais importantes, alterações nutricionais e distúrbios do sono.
Outra apresenta regressão do desenvolvimento, epilepsia e sinais que levantam suspeita de alterações metabólicas.
Uma terceira, com o mesmo diagnóstico clínico, não apresenta nenhuma dessas manifestações.
Estamos diante da mesma doença? Ou de diferentes caminhos biológicos que podem produzir manifestações clínicas semelhantes? Essa é a questão.
Essa pergunta, antes considerada secundária, ganha importância na pesquisa sobre autismo.
O DSM-5-TR estabelece critérios baseados na observação e na história do desenvolvimento, sobretudo na comunicação e interação social e nos padrões restritos e repetitivos de comportamento.
É um diagnóstico interpretativo, sem confirmação biológica objetiva.
Não existe um único exame laboratorial, ressonância magnética, teste genético ou marcador metabólico que, isoladamente, confirme ou exclua o diagnóstico.
Logo, o DSM-5-TR cumpre, portanto, uma função indispensável: organiza o fenótipo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.