Papa Leão XIV diz que pena de morte é 'inadmissível' em meio a planos dos EUA de transmitir execução ao vivo
Papa Leão XIV Benoit Tessier/AFP O papa Leão XIV afirmou neste sábado (10) que a pena de morte é "inadmissível" e representa um ataque à dignidade humana.
A declaração ocorre em meio à polêmica provocada pelos planos do governo dos Estados Unidos, país natal do pontífice, de transmitir ao vivo a execução de um ex-militar condenado por matar 13 pessoas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A manifestação foi publicada nas redes sociais por ocasião do Dia Mundial contra a Pena de Morte.
Sem mencionar diretamente o governo americano, Leão XIV defendeu que é possível proteger a sociedade e garantir a aplicação da Justiça sem recorrer à execução de condenados.
Em publicação no X, o papa afirmou que os sistemas prisionais atuais permitem proteger a população sem retirar dos condenados a possibilidade de redenção.
A mensagem foi acompanhada da hashtag #NoDeathPenalty (Sem Pena de Morte, em português).
A declaração ocorre dois dias depois de o Pentágono anunciar que transmitiria ao vivo o fuzilamento de Nidal Malik Hasan, ex-major do Exército americano condenado pelo ataque à base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009.
ONU repudia decisão do governo Trump de transmitir execução de ex-militar condenado à morte Hasan matou 13 pessoas e feriu outras 32.
Condenado à morte em 2013, ele tem execução marcada para 3 de dezembro, na mesma base militar onde ocorreu o ataque.
O presidente Donald Trump autorizou a execução, mas afirmou na sexta-feira (9) que o Departamento de Defesa ainda não havia tomado uma decisão definitiva sobre a transmissão ao vivo.
Vaticano critica transmissão de execução Na sexta-feira (9), o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, criticou diretamente a proposta americana e afirmou que transformar uma execução em espetáculo é inaceitável.
"Certamente, não é aceitável que se transforme a morte em espetáculo.
Por mais que, naturalmente, a pessoa seja culpada, existem outros meios", declarou Parolin, segundo o Vatican News, serviço oficial de notícias do Vaticano.
O cardeal também reiterou que a Igreja Católica se opõe à pena capital por considerá-la incompatível com a dignidade humana.
Segundo ele, a execução de condenados não funciona como instrumento de prevenção de crimes.
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