Emprego na indústria automotiva alemã atinge mínima histórica
Emprego na indústria automotiva alemã atinge mínima histórica - Setor registrou o menor nível de emprego desde 2005, com 42,4 mil vagas eliminadas em um ano. Montadoras e fornecedores ampliam programas de corte de custos.A indústria automobilística da Alemanha perdeu 42,3 mil empregos em um ano e opera com o menor contingente de trabalhadores desde o início da série histórica, em 2005. Nos últimos 6 anos, um em cada seis postos de trabalho do setor foi eliminado. O enfraquecimento da principal indústria do país também afeta fornecedores e outros segmentos da economia.
Dados divulgados pelo Escritório Federal de Estatísticas (Destatis) nesta sexta-feira (14/08) mostram que a indústria automotiva empregava 691,5 mil pessoas ao fim do primeiro semestre de 2026. O número representa uma queda de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A retração não se limita ao setor automotivo. Em toda a indústria de transformação, 144 mil empregos foram extintos nos últimos 12 meses. O total de trabalhadores caiu 2,7%, para 5,29 milhões
Segundo levantamento da consultoria EY, porém, a indústria automobilística responde por quase 30% de todos os empregos perdidos no último ano. Se considerado desde 2019, foram 142,4 mil empregos cortados no setor, o equivalente a 16% da força de trabalho. Segundo o jornal alemão Handelsblatt, especialistas projetam que o número de trabalhadores poderá cair para cerca de 500 mil até 2030.
Os cortes foram especialmente intensos entre fabricantes de peças e acessórios para veículos.
O especialista Jan Brorhilker, da EY, avalia que o movimento deve continuar. Segundo ele, muitas empresas ainda não concluíram seus programas de reestruturação e, diante dos altos custos trabalhistas, da baixa evolução da produtividade e da crescente concorrência internacional, tendem a acelerar novos cortes.
Os números do Destatis ainda não refletem os planos de demissões mais recentes anunciados pelas grandes empresas do setor.
A BMW informou a intenção de eliminar cerca de 8 mil postos de trabalho em todo o mundo. Em outras companhias, os cortes podem ser ainda maiores. No grupo Volkswagen, que inclui Porsche e Audi, se prevê a eliminação de 50 mil empregos. A Bosch planeja cortar até 22 mil vagas em suas operações de autopeças, enquanto a ZF pretende eliminar 14 mil postos na Alemanha. A Mercedes-Benz também já reduziu milhares de empregos.
Para o especialista Ferdinand Dudenhöffer, do Center Automotive Research, a tendência é de continuidade da retração. Segundo ele, os elevados custos de produção têm reduzido a atratividade da Alemanha para novos investimentos industriais.
De acordo com sua avaliação, novos investimentos estão sendo direcionados para países como Hungria, Romênia e Espanha, onde os custos trabalhistas são menores, a carga tributária é mais baixa e a energia é mais barata.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.