Seis lições das eleições estaduais na Alemanha
Seis lições das eleições estaduais na Alemanha - Além de marcarem uma derrota histórica do partido de Merz, eleições em Berlim e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental confirmam crescimento da AfD e enfraquecimento do centro político.A pressão sobre o chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, cresceu ainda mais após os resultados das eleições estaduais em Berlim e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, realizadas neste domingo (20/09). O partido do líder alemão, a conservadora União Democrata Cristã (CDU), teve uma votação desastrosa e amargou uma derrota histórica no estado do nordeste alemão.
Os pleitos confirmaram ainda o avanço da legenda de ultradireita e anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD) no país. A atual situação é extremamente amarga para Merz, que, em novembro de 2018, quando disputava o posto de presidente da CDU, havia prometido que, sob sua liderança, o apoio eleitoral à sigla poderia ser reduzido pela metade. Desde então a AfD mais que dobrou sua votação em três eleições estaduais.
A seguir, seis lições das eleições regionais realizadas em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste da Alemanha, e na capital do país, Berlim.
Os partidos que saíram vitoriosos desses pleitos e cresceram entre os eleitores não fazem parte do tradicional centro político. A legenda A Esquerda e a AfD obtiveram uma votação recorde em Berlim e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, respectivamente.
Em Berlim, A Esquerda, da carismática candidata Elif Eralp, foi o partido mais votado, com 25,7% dos votos, praticamente dobrando a votação obtida no pleito estadual anterior, em 2023. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD conquistou o primeiro lugar, com 38,2% dos votos. A sigla mais do que dobrou os 16,7% obtidos no pleito estadual anterior.
Ambas as siglas conseguiram mobilizar pessoas que não costumam votar, além de conquistar votos de eleitores de partidos tradicionais.
Segundo a pesquisa Infratest Dimap, em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, A Esquerda atraiu 28 mil eleitores da CDU e 45 mil do Partido Social-Democrata (SPD). Em Berlim, o SPD perdeu cerca de 36 mil eleitores para a sigla. O Partido Verde, frequentemente decisivo na formação de governos na política alemã, perdeu 53 mil eleitores para a mesma legenda.
Já a AFD atraiu 8 mil eleitores do SPD e 60 mil da CDU em Berlim, de acordo com a mesma pesquisa.
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