Assembleia Geral da ONU volta a aprovar resolução contra embargo a Cuba
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A Assembleia Geral da ONU voltou a aprovar uma resolução para encerrar o embargo dos Estados Unidos contra Cuba. Foram 130 votos a favor, incluindo do Brasil, 17 contra e 25 abstenções.
Entre países da América do Latina, votaram contra a resolução Argentina, Colômbia, Paraguai, Equador e Costa Rica, todos com governos aliados do governo de Donald Trump. Se abstiveram Chile, República Dominicana, Honduras e Peru. Em favor da resolução, junto do Brasil, votaram México, Uruguai, Nicarágua, Panamá. Não votaram Bolívia, Guatemala, El Salvador e Venezuela.
Neste ano, em meio a campanha dos EUA na organização internacional contra o texto, a resolução teve mais votos contra e abstenções em comparação aos últimos anos. Em 2025, que já vinha de um aumento em comparação a anos anteriores, o placar foi de 165 votos a favor, 7 contra e 12 abstenções.
O debate sobre o texto foi iniciado na terça (27), e a votação foi concluída nesta quarta (28). Houve briga entre o representante dos EUA na organização, Mike Waltz, e o chanceler de Cuba , Bruno Rodríguez Parrilla. A delegação cubana buscou interromper a fala do americano, acusando-o de difamar a ilha. Waltz disse que não seria interrompido e que a delegação tentava tratá-lo como se tratam oponentes na ilha.
Nesta quarta, Waltz falou da tribuna da delegação americana durante a reunião da Assembleia Geral que "o diplomata cubano será colocado em um avião hoje de volta a Havana pelo que Waltz chamou de agressão", sem detalhar quem seria o diplomata e o que de fato ocorreria.
A primeira vez que a votação sobre essa resolução ocorreu foi em 1992, o ano no qual a adesão foi mais baixa: apenas 59 votos a favor, outros 3 contrários, e 71 abstenções. A votação em apoio foi crescendo paulatinamente, com apenas alguns anos de baixa.
A ponto de, a partir de 2005, apresentar apoios sempre superiores a 180 na Assembleia Geral de 193 membros. Em praticamente todos os anos, Estados Unidos e Israel foram os países que se opuseram, às vezes contando com apoio de mais uma ou duas nações.
A exceção foi 2016. Como no primeiro semestre daquele ano o então presidente americano, o democrata Barack Obama, havia visitado a ilha e desenhava uma reaproximação, o país resolveu se abster , em vez de votar contra a resolução. Foi a única vez que isso ocorreu.
A posição do Brasil também foi praticamente unânime, a favor do texto. Com exceção de três anos, todos eles durante a Presidência de Jair Bolsonaro (PL). Em 2019, o Brasil votou contra . Em 2021 e 2022, absteve-se. Em 2019 e nos primeiros dias de 2021, Donald Trump estava em seu primeiro mandato na Casa Branca, e Bolsonaro era seu aliado.
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Na votação desta terça-feira, o Brasil discursou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.