'O essencial é contar boas histórias', diz presidente da Globo no ES sobre futuro da TV
Em meio às transformações na forma de produzir e consumir conteúdo, uma coisa deve permanecer como essência da televisão: saber contar boas histórias. A avaliação é do diretor-presidente da Globo, Paulo Marinho, que esteve em Vitória nesta sexta-feira (11) para participar das comemorações pelos 50 anos da TV Gazeta .
Durante um bate-papo com funcionários da Rede Gazeta , Marinho destacou os caminhos da televisão para os próximos anos, em um cenário marcado por mudanças nos hábitos do público, avanço das plataformas digitais e desenvolvimento de novas tecnologias, como a DTV+ e a inteligência artificial .
Para o executivo, acompanhar as transformações exige capacidade de adaptação, mas sem abandonar os princípios que sustentaram a televisão ao longo das últimas décadas. “Uma das primeiras coisas que eu falei foi: vamos focar no que não muda. E o que não muda é contar boas histórias. Essa é a missão diária, em conexão com o Brasil”, afirmou.
De acordo com Marinho, essa conexão passa por conhecer os hábitos, comportamentos e valores do público para produzir histórias de brasileiros para brasileiros — e também levar essas produções para outros países. Ao mesmo tempo, ele ressaltou o papel do jornalismo profissional diante de um ambiente de maior fragmentação do consumo de conteúdo e circulação de desinformação.
Num ambiente em que a gente vive com muito ruído, proliferação de desinformação e uma fragmentação cada vez maior, o papel do jornalismo é fundamental e será também cada vez mais fundamental.
Na TV Gazeta, os primeiros testes começaram em 2025, durante a transmissão do Carnaval de Vitória. Segundo o diretor-geral da Rede Gazeta, Marcelo Moraes, desde então outras experiências foram realizadas, inclusive com comércio pela televisão, indicadores econômicos, previsão do tempo e informações relacionadas à safra.
A previsão no planejamento da empresa é que a TV Gazeta chegue a 2030 com a nova tecnologia embarcada e em funcionamento. Até lá, os testes devem continuar acompanhando o desenvolvimento da DTV+ e as possibilidades de novos negócios.
A inteligência artificial também esteve entre os assuntos discutidos. Marinho afirmou que a Globo já estuda e incorpora ferramentas de IA em diferentes etapas da produção, mas ressaltou que a empresa estabeleceu como princípio utilizar a tecnologia para fomentar a criatividade e o trabalho humano.
No jornalismo, segundo ele, as possibilidades passam pelo apoio à apuração e pelo ganho de produtividade e rapidez na produção de conteúdo. “A capacidade de apuração e o uso da ferramenta [permitem] apurar mais notícias, com muito mais produtividade e rapidez”, reforçou.
No entretenimento, ferramentas do tipo já são utilizadas pela Globo em atividades como edição e tratamento de imagens, áudio e elaboração de storyboards.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.agazeta.com.br — o conteúdo pertence a A Gazeta (ES).