Mendonça defende afastamento de diretor-geral da PF
O ministro do STF André Mendonça defendeu hoje a decisão que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor Inteligência Policial, Leandro Almada.
Mendonça negou invasão da competência do Presidente da República e afirmou que o afastamento de agentes públicos por decisão judicial não fere a separação dos Poderes, e que a jurisprudência do STF permite esse tipo de medida. Também argumentou que o afastamento preventivo de dirigentes da PF decorre de determinação do regime disciplinar da própria corporação, motivado por indícios de infrações como improbidade administrativa, revelação de fatos sigilosos e uso abusivo do cargo.
Manifestação de Mendonça ocorreu após União pedir a suspensão da decisão. Em seguida, o presidente do STF, Edson Fachin, deu prazo de 72 horas para que o ministro se manifestasse.
O ministro rebateu o argumento da União de que a medida poderia causar grave lesão à ordem pública. Ele afirmou que a PF tem "amplo quadro de profissionais técnicos e qualificados" que poderiam substituir Andrei e Almada, e que a mudança não deveria provocar tanto impacto.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.