Jiu-jítsu: atleta sofre golpe ilegal e perde movimentos após grave lesão
O atleta de jiu-jitsu Willian Masuda, conhecido como Kabuto, sofreu uma grave lesão na coluna cervical durante o Super Pro Jiu-Jitsu 2026, realizado no último sábado (22), em Londrina, no Paraná.
Faixa-preta da modalidade, ele perdeu os movimentos e a sensibilidade do tórax para baixo e permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Kabuto enfrentava Juliano Di Pelli Machado quando sofreu um golpe conhecido como “bate-estaca”, movimento proibido no jiu-jitsu por oferecer alto risco de lesões ao adversário.
Na execução, Willian é levantado e fica de cabeça para baixo antes de ser projetado contra o chão.
Veja o momento abaixo: Lesão gravíssima no campeonato de BJJ em Londrina! isso aqui foi tentativa de homicídio!!! pic.twitter.com/Q7toqusPtq — José Louis (@concatenarsim) August 23, 2026 O atleta sofreu uma fratura alta na coluna cervical e precisou ser submetido a uma cirurgia que durou quase 10 horas.
O procedimento foi realizado após a gravidade da lesão ser identificada.
Apesar da gravidade do quadro, Kabuto está clinicamente estável e respira sem auxílio de aparelhos.
O atleta apresenta pequenos movimentos nos braços, mas segue sem movimentos e sensibilidade da região do tórax para baixo.
Ainda não há previsão de alta.
Leia Mais Spaten Fight Night: relembre confusão entre Popó e Wanderlei Silva em 2025 Tetracampeão mundial de jiu-jítsu morre em acidente no interior de SP Sequência de golpes chama atenção em luta; veja Família esclarece possibilidade de tratamento Nas redes sociais, a família de Kabuto também se manifestou sobre as mensagens recebidas a respeito da polilaminina, uma terapia experimental que vem sendo estudada no Brasil para casos de lesão medular.
Segundo o comunicado, a possibilidade de utilização do tratamento já foi levantada pela família e discutida diretamente com o médico neurocirurgião responsável pelo acompanhamento do atleta.
Neste momento, porém, a equipe médica não indicou uma nova intervenção para a aplicação da polilaminina .
A família explicou que o procedimento envolve critérios específicos e precisa ser avaliado de acordo com as condições clínicas e neurológicas de cada paciente.
A família ressaltou ainda que a possibilidade não foi descartada definitivamente e que o caso continua sendo acompanhado pelos médicos.
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