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Hora a hora, como foi a guerra dos ofícios dos ministros do STF

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Hora a hora, como foi a guerra dos ofícios dos ministros do STF

A crise no STF (Supremo Tribunal Federal) ganhou novos capítulos ontem, com manifestações de cinco dos 10 ministros da corte.

22h20 de quinta-feira (10): o presidente da corte, ministro Edson Fachin, solicitou a retirada do sigilo das investigações do caso Master. As exceções seriam apenas para diligências cujo sigilo seja "imprescindível".

23h40 de quinta-feira (10): Mendonça torna público 15 procedimentos envolvendo o Master. A lista inclui o contrato de R$ 131 milhões entre o banco e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre Moraes , e inquéritos sobre a "Turma", grupo encarregado de ameaçar desafetos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, entre outros. Investigação de "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, no entanto, continuava sob sigilo.

12h de sexta-feira (11): em ofício, Moraes acusa Mendonça de "escolha seletiva". Segundo o ministro, Mendonça havia deixado de liberar 180 documentos , "tornando público somente o que entendeu conveniente". Moraes também pediu que a sessão que vai analisar relatório da PF sobre mensagens trocadas entre ele e Vorcaro, marcado para a próxima terça-feira (15), seja feito junto com aquele que apura a conduta Mendonça. Ele alegou "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual", caso a análise seja feita separadamente.

13h de sexta (11): Cristiano Zanin foi o primeiro ministro não diretamente envolvido no caso Master a se pronunciar. Ele emitiu um ofício em que pediu acesso integral às mensagens de Vorcaro . A PGR (Procuradoria Geral da República) se manifestou no mesmo sentido na sequência.

14h30 de sexta (11): Fachin acata a recomendação da PGR e dá 24 horas para Mendonça retirar o sigilo dos demais documentos do caso. O presidente do STF ressaltou que só deveriam ficar de fora da quebra de sigilo informações de diligências ainda em curso , que, se tornadas públicas, podem prejudicar investigações.

17h30 de sexta (11): Mendonça responde a Fachin, afirmando não ter acesso ao conteúdo do celular de Vorcaro. Ele disse ter recebido uma cópia de segurança dos dados extraídos pela PF, que se encontra lacrada em seu gabinete .

18h de sexta (11): Mendonça rebate Moraes e disse que tudo o que podia já tinha sido divulgado. Ele negou ter 180 documentos escondidos , como acusou o colega e justificou a diferença entre o número de arquivos com eventuais transferências de documentos entre os processos, entre outros motivos.

18h30 de sexta (11): no início da noite de ontem foi a vez do ministro Gilmar Mendes se manifestar. Ele pediu a Fachin para juntar os julgamentos de Moraes e Mendonça, e sugeriu o adiamento da sessão em que a corte vai analisar se investiga ou não Moraes.

19h de sexta (11): Moraes volta a apelar pelo levantamento total do sigilo. Ele acusou Mendonça de atuar para proteger "determinado grupo político" .

19h45 de sexta (11): Mendonça, por fim, levanta o sigilo de outras 38 ações envolvendo o Master na noite de ontem.

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