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Na ONU, Lula cita ‘ingerência externa’ e diz que ‘Brasil não cabe no quintal de ninguém’

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Na ONU, Lula cita ‘ingerência externa’ e diz que ‘Brasil não cabe no quintal de ninguém’

Em discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira, 22, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o princípio de não interferência em assuntos internos de outros países, alertando que “voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais”, às vésperas do pleito no Brasil.

Segundo Lula, o Brasil “não cabe no quintal de ninguém” e “a democracia está novamente em xeque”.

Ao longo da fala, o presidente brasileiro afirmou que o povo da Venezuela deve definir seu próprio destino, em um recado direto à intervenção dos Estados Unidos, que depôs o presidente Nicolás Maduro, hoje preso em Nova York, e acaba de assinar um acordo que prevê exploração de petróleo venezuelano.

Continua após a publicidade Após a fala do presidente brasileiro, será a vez de Donald Trump, como presidente do país anfitrião.

Embora não exista uma reunião bilateral programada entre os dois, a agenda pode proporcionar um contato informal semelhante ao ocorrido no ano passado, quando os líderes trocaram algumas palavras nos bastidores antes de seus discursos. + Sob novas guerras e tarifaços, líderes se reúnem em NY para Assembleia Geral da ONU As falas de Lula em torno do multilateralismo seguem críticas diretas a Trump.

Na segunda-feira, em entrevista à emissora CNN, o brasileiro disse não concordar com o modo como o republicano Trump governa os Estados Unidos nem como ele tenta interferir em outros países.

Continua após a publicidade “Ele foi eleito para ser o presidente norte-americano, tem o direito de governar.

Mas não tem o direito de governar outros países”, declarou Lula no programa da jornalista Christiane Amanpour. + Lula: Trump não tem o direito de governar outros países O presidente voltou a dizer que considera a maneira de governar de Trump semelhante à de um imperador.

“Ele tem um jeito de governar, ‘eu sou o mais forte, o mais rico, eu posso fazer tudo e os outros têm que obedecer’.

Eu não concordo com isso”, falou.

Continua após a publicidade Os dois chegaram a conversar por telefone por cerca de uma hora em agosto.

Na ocasião, o Planalto afirmou que Lula enfatizou, diante da recente imposição de tarifas americanas sobre o Brasil, que “as alegações que embasaram a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) são infundadas”.

Ao longo da conversa, Lula também reiterou o interesse brasileiro em cooperação no combate ao crime organizado, argumentando que “grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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