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Política

Pesquisa identifica estratégia molecular contra leishmaniose cutânea

Poder360 ·

Um grupo de pesquisadores da FCFRP (Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto) da USP (Universidade de São Paulo) obteve uma nova estratégia para combater a leishmaniose cutânea, doença negligenciada que ainda depende de tratamentos antigos, tóxicos e de eficácia variável.

O trabalho , publicado no Journal of Medicinal Chemistry , identifica os primeiros inibidores covalentes (que formam ligação química de longa duração) de uma enzima essencial à sobrevivência do parasita Leishmania braziliensis , um dos principais causadores da doença no Brasil e em outros países das Américas.

Primeira autora do artigo, a pesquisadora Thamires Quadros Froes teve participação central na descoberta, resultado de seu estágio de pós-doutorado realizado junto ao Craft (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos e Fragmentos Moleculares) da FCFRP, sob coordenação da professora Maria Cristina Nonato e do professor Flávio da Silva Emery.

A professora Maria Cristina disse que o Craft vem estudando a enzima do parasita, a diidroorotato desidrogenase (DHODH), e que o objetivo da equipe agora foi investigar uma nova forma de bloquear essa enzima, que é responsável por uma etapa fundamental da produção de pirimidinas –componentes indispensáveis para a formação do DNA e do RNA.

“Como o parasita precisa produzir DNA e RNA para crescer, se dividir e manter suas funções celulares, a atividade dessa enzima é muito importante para sua sobrevivência e multiplicação.

Quando bloqueamos a DHODH, interferimos nessa rota metabólica fundamental” , declarou a professora.

Para a inibição dessa enzima essencial à vida do parasita, os pesquisadores desenvolveram derivados do ácido barbitúrico (composto orgânico) capazes de se ligar de maneira covalente, alcançando a estabilidade na enzima parasita.

Compostos estes, porém, alerta a professora, que ainda não equivalem a medicamentos; representam um ponto de partida para o desenvolvimento de novas moléculas que, no futuro, poderão ser utilizadas para tratamentos mais eficazes, seletivos e seguros contra a leishmaniose.

A leishmaniose cutânea é uma doença que causa feridas e úlceras na pele.

Não contagiosa, é transmitida pela picada do mosquito-palha infectado, afetando principalmente populações de regiões tropicais e seguindo, até hoje, como uma das chamadas doenças negligenciadas –aquelas que, por atingir majoritariamente países de baixa e média renda, recebem historicamente menos investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos.

Segundo a pesquisadora, apesar das limitações, os tratamentos utilizados atualmente no controle da doença continuam a funcionar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.

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