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Cada real adicionado no combustível de aviação reduz 225 mil passageiros, diz entidade que reúne aéreas

Folha de S.Paulo ·
Cada real adicionado no combustível de aviação reduz 225 mil passageiros, diz entidade que reúne aéreas

Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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Cada R$ 1 adicionado ao preço do litro do QAV (querosene de aviação) reduz em 225 mil o número de passageiros transportados, estima a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), entidade que reúne as companhias aéreas que operam no país. Os reajustes já elevaram em R$ 6,3 bilhões os gastos da aviação comercial com combustível desde o início do ano.

O QAV responde atualmente por 42% dos custos das empresas do setor. Antes do início do conflito no Oriente Médio , era 30%, avalia a Abear.

A estatal atribui o reajuste às tensões geopolíticas. A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã , iniciada em 28 de fevereiro, afetou a logística internacional do petróleo . O ponto central da instabilidade é o Estreito de Ormuz, rota por onde passava 20% da produção mundial de óleo e gás antes do conflito.

O aumento na pressão dos custos vem em um momento em que o crescimento de mercado do transporte aéreo regular é uma meta central da política pública do setor. Daniel Longo, secretário de aviação do governo , disse em evento da FGV (Fundação Getúlio Vargas) , realizado no escritório de advogados Pinheiro Neto, em São Paulo, que o segmento deveria ambicionar o crescimento do mercado doméstico e a garantia de alcance do transporte em localidades pouco atendidas —objetivos mais difíceis de alcançar com o aumento do custo da operação.

A reforma tributária pode ser um desafio adicional para a aviação comercial, em relação ao aumento da oneração. Longo afirma que os impactos da reforma tributária sobre o setor "precisarão ser equacionados" e classifica a discussão como já avançada. Ele cita a existência de um grupo de trabalho constituído pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), envolvendo a ABR (Associação Brasileira das Concessionárias de Aeroportos) e as concessionárias, para identificar e quantificar eventuais necessidades de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

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