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Réu por feminicídio diz que família pode ter forjado lesões na PM Gisele

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Réu por feminicídio diz que família pode ter forjado lesões na PM Gisele

O tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto sugeriu, sem apresentar provas, que a família de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, ou o advogado deles, pode ter causado marcas no corpo dela no necrotério para incriminá-lo. A afirmação foi feita em depoimento à Corregedoria , em 2 de abril, quando ele solicitou que as imagens do necrotério fossem avaliadas.

O réu pelo feminicídio da esposa acusou a família e o advogado José Miguel da Silva Júnior de causarem as marcas encontradas no corpo. Rosa Neto, preso desde 18 de março , nega ter atirado em Gisele e alega que a companheira cometeu suicídio, hipótese já descartada pelas investigações.

O laudo da perícia após a exumação de Gisele, em março, revelou lesões na face e no pescoço compatíveis com pressão de unhas e pontas de dedos. Ao UOL , a Polícia Civil de São Paulo informou que toda a investigação do caso foi feita de "forma técnica, independente e imparcial".

No interrogatório, obtido pelo UOL, o tenente-coronel apresentou hipóteses, já descartadas pela investigação, para justificar as marcas de estrangulamento na face e pescoço. Ele afirmou que a filha da soldado costumava ficar "pendurada" no pescoço da mãe, ou que o advogado e familiares teriam ido ao necrotério. O réu não esclarece se a suposta ida teria ocorrido após a morte de Gisele ou depois da exumação.

Eu quero entender que isso [as declarações] foi um desespero de tentar justificar os fatos e as provas que têm contra ele. Não existe contra o tenente-coronel Neto uma prova isolada. Essa prova pericial, das marcas [no corpo de Gisele], vem com outros elementos. A perícia diz que é impossível a Gisele ter cometido suicídio. José Miguel da Silva Júnior, advogado da família de Gisele, ao UOL

Rosa Neto pediu que as autoridades verifiquem as gravações das câmeras de segurança do necrotério. "A maldade daquele advogado, da família, que não sei se chegou ao ponto de irem lá no necrotério e fazer alguma lesão no corpo [da Gisele]. Porque eu não fui no necrotério. Eu até penso nisso, deles terem ido lá. Eu peço que vejam as imagens do necrotério para ver se eles não foram lá e intencionalmente não apertaram o pescoço pra fazer prova contra mim", declarou.

O oficial também fez acusações contra a perita que fez a reconstituição e os delegados da Polícia Civil. Para ele, a Polícia Civil foi "extremamente tendenciosa" ao acusá-lo. Ele sugeriu que alguém acessou o celular da vítima minutos após o crime para forjar registros e afirmou que o aparelho não estava em sua posse.

Eu duvido se alguém não mexeu naquele celular propositalmente. E aquelas marcas no pescoço, eu duvido se não foi alguém que foi lá no necrotério e fez isso. Porque é para me incriminar, porque as pessoas não querem acreditar que ela se matou. É muita maldade. Tenente-coronel Rosa Neto em depoimento em 2 de abril

Advogado afirmou com exclusividade ao UOL que irá processar o tenente-coronel pelas acusações contra ele e a família de Gisele. As falas são agressões à família e "beiram a tortura", disse José Miguel.

A defesa de Rosa Neto também foi procurada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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