Lula quer juntar Petrobras e Vale em novo empreendimento de mineração
Se Lula for reeleito, o governo vai estimular um projeto da Petrobras com a Vale numa parceria de exploração de minerais classificados como críticos e estratégicos — urânio, terras raras, potássio, cobre, nióbio e lítio, entre outros.
Há meses a cúpula da Petrobras analisa o retorno da empresa à mineração, no segmento de exploração de potássio, insumo básico para a produção de adubos.
O país importa quase nove em cada dez toneladas de fertilizantes que consome.
Disputas na diretoria da Vale atropelaram a discussão interna sobre novos rumos e eventuais associações.
No Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES ), no entanto, a atração da Petrobras para a mineração, preferencialmente com a Vale, já faz parte de estudos sobre “parcerias mais criativas” entre os setores público e privado.
Continua após a publicidade O valor da produção mineral brasileira está em declínio há cerca de dez anos.
É consequência da corrosão no poder de competição das empresas em relação à concorrência no mercado mundial.
O presidente passou os últimos três anos mobilizando o governo e fundos estatais, como a Previ do Banco do Brasil, em tentativas de interferência na gestão da Vale.
Nem sempre com sucesso.
Continua após a publicidade <span class="hidden">–</span> ./VEJA O candidato tem repetido o desejo de aumentar a presença do Estado em vários setores, caso seja reeleito.
Continua após a publicidade No esboço para um quarto governo Lula, a Petrobras estaria na liderança da mineração de urânio numa operação integrada com a Marinha, que é dona da tecnologia de enriquecimento e desenvolve projeto de reator para submarino de propulsão nuclear.
Por enquanto, são planos adequados ao balaio de promessas de campanha de um presidente-candidato.
Na segunda-feira (17/8), por exemplo, Lula divagou sobre “sonhos de reestatização” — de refinarias a postos de combustíveis, de mineração à energia elétrica.
Continua após a publicidade Falou disso num discurso gravado para a propaganda eleitoral em exaltação à descoberta de petróleo, em quantidade e qualidade ainda não conhecidas, a 185 quilômetros da costa do Amapá, na direção do município de Oiapoque.
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